Uma organização criminosa especializada em aplicar golpes digitais e lavagem de dinheiro foi desarticulada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) durante uma operação deflagrada nesta quarta-feira (29).
Ao todo, 15 pessoas foram presas durante a ação, que cumpriu mandados em diferentes estados, sendo 13 deles em Imperatriz (MA), um em Aracaju (SE) e outro em Aguiarnópolis (TO).
Segundo as investigações, os criminosos simularam páginas do Governo de Minas Gerais e do Detran (Departamento de Trânsito do estado) — como se fossem oficiais — para enganar contribuintes, que realizaram pagamentos referentes ao IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) de 2024 e 2025.
De acordo com o apurado, ao acessar as páginas falsas — que apareciam como anúncios no Google — as vítimas, acreditando serem sites oficiais do governo, faziam pagamentos via Pix. No entanto, o dinheiro era direcionado para empresas de fachada com nomes semelhantes aos órgãos públicos, como “Departamento de IPVA” e “Detran Estadual Onnline”.
A polícia aponta que nove dos principais investigados teriam movimentado cerca de R$ 27,3 milhões com as fraudes somente no ano de 2024.
O grupo tinha uma estrutura dividida em três núcleos:
- Um deles responsável pela criação das empresas de fachada e pelo recebimento direto dos valores;
- Outro núcleo atuava como “contas de passagem”, pulverizando o dinheiro para dificultar o rastreamento;
- Já o terceiro, considerado o “núcleo duro”, fazia a integração final dos recursos, com saques em grandes quantias em dinheiro para evitar a identificação dos beneficiários.
A PCMG informou que 24 alvos foram identificados, sendo que a maioria mora na cidade de Imperatriz, no Maranhão. O caso segue sendo investigado.

