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Colômbia prende suspeito de ataque com explosivos que deixou 20 mortos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Colômbia prende suspeito de ataque com explosivos que deixou 20 mortos

A Colômbia prendeu um suposto responsável pelo ataque fatal que matou pelo menos 20 pessoas, informou a Polícia Nacional nesta terça-feira (28).

Na Operação Dignidade, policiais prenderam José Alex Vitonco, vulgo “David” ou “Mi Pez”, suposto líder da coluna “Dagoberto Ramos” do EMC, um grupo dissidente das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

A operação ocorreu em Palmira, no departamento de Valle del Cauca, no oeste do país. Uma pistola nove milímetros e sete celulares foram apreendidos.

“Segundo as autoridades, o vulgo ‘David’ é procurado pelo crime de terrorismo e responderá pela recente onda de violência que atingiu o sudoeste da Colômbia, especialmente pelo ataque realizado em 25 de abril”, afirmou a polícia em comunicado.

Vitonco é acusado de ser “o principal responsável pelo narcotráfico no sudoeste da Colômbia, com rotas para o Panamá e os Estados Unidos”, de acordo com a polícia.

Ataques na Colômbia

Pelo menos 20 pessoas morreram no sábado (25) em um ataque com um dispositivo explosivo contra veículos na Rodovia Pan-Americana, em Cauca, no sudoeste da Colômbia, informaram as autoridades.

As Forças Armadas Colombianas atribuem o ataque a dissidentes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), sob o comando do vulgo “Iván Mordisco”.

O Instituto Nacional de Medicina Legal confirmou em comunicado que 15 das 20 vítimas foram identificadas. Segundo o laudo pericial, as vítimas identificadas são 15 mulheres e cinco homens, nenhum deles menor de idade. Os corpos já foram liberados para as famílias.

“O instituto continuará trabalhando para avançar nos processos de identificação, garantindo rigor técnico, respeito à dignidade humana e apoio institucional às famílias dos cinco corpos que ainda precisam ser identificados”, declarou o Instituto de Medicina Legal.

Anteriormente, o governo de Cauca havia dito em um relatório preliminar que pelo menos 48 pessoas ficaram feridas, incluindo 5 menores de idade. O ataque atingiu pelo menos 15 veículos no setor de El Túnel, em Cajibío.

“Um artefato explosivo foi detonado na Rodovia Pan-Americana, no setor de El Túnel, em Cajibío, em um ataque indiscriminado contra a população civil que, preliminarmente, deixou 7 civis mortos e mais de 20 gravemente feridos”, declarou inicialmente o governador de Cauca, Octavio Guzmán, na rede social X.

No domingo (26), o gabinete do governador informou que o número de mortos subiu para 19, com 48 feridos, e decretou três dias de luto.

O que aconteceu “é uma tragédia que nos dilacera como departamento e entristece profundamente nossas famílias”, declarou Guzmán. “Palavras não conseguem expressar a dor que sentimos hoje.”

O governador de Cauca também observou que, nas últimas horas, outros casos violentos foram relatados em outros municípios, como El Túnel, El Tambo, Caloto, Popayán, Guachené, Mercaderes e Miranda; e fez um apelo “urgente” às autoridades nacionais para garantir a segurança.

“Estamos enfrentando uma escalada do terrorismo que exige ação imediata”, afirmou o governo.

Por sua vez, o comandante das Forças Armadas da Colômbia, Hugo Alejandro López Barreto, explicou em coletiva de imprensa que nas últimas horas houve “uma onda de ataques” nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca, que ele atribuiu às “estruturas criminosas” dos dissidentes das FARC, “sob o comando do vulgo ‘Iván Mordisco’”.

“Durante esses dois dias, nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca, ocorreram 26 ataques terroristas que afetaram nossa população civil”, informou López, que assegurou que essa série de ataques é uma resposta à “pressão constante” que o governo colombiano vem exercendo sobre as atividades criminosas desses grupos.

“Diante dessa ofensiva, esses criminosos estão recorrendo ao terrorismo e à prática de crimes contra a humanidade em uma tentativa desesperada de aliviar a pressão e gerar impacto midiático que mascare seu enfraquecimento”, afirmou o chefe das Forças Armadas.

“Aqueles que atacaram e mataram sete civis e feriram outros 17 em Cajibío, muitos deles indígenas, são terroristas, fascistas e narcotraficantes”, escreveu o presidente Gustavo Petro na rede social X.

Petro pediu “a máxima punição internacional desse grupo narcoterrorista”, que ele também associou ao pseudônimo “Iván Mordisco”.

(Com informações de Anabella González, da CNN em Espanhol)

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