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Campeã e nora de Melqui Galvão pede proteção a atletas após caso de abuso

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Campeã e nora de Melqui Galvão pede proteção a atletas após caso de abuso

A campeã olímpica americana Amit Elor se pronunciou, nesta terça-feira (28), após seu sogro, o professor de jiu-jítsu Melqui Galvão, ser preso suspeito de abusar sexualmente de alunas durante treinos da modalidade. Em suas redes sociais, a lutadora pediu proteção aos atletas e afirmou que os casos precisam ser responsabilizados.

“Com raiva e de coração partido. Precisamos proteger os atletas, especialmente os menores! E responsabilizar as pessoas”, disse Amit ao compartilhar a notícia da prisão de Melqui.

Ainda em sua manifestação, a americana encorajou vítimas de abuso a denunciarem e pediu para que testemunhas não fiquem caladas diante dos crimes.

“Para qualquer pessoa que tenha sofrido abuso sexual de qualquer forma, sua voz importa. Fale, nós vamos ouvir, estaremos com você e, juntos, podemos lutar por Justiça e segurança”, concluiu.

A americana foi medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e é considerada um dos maiores nomes da modalidade, após se tornar a atleta mais jovem dos Estados Unidos a conquistar uma medalha de ouro. Ela é companheira do multicampeão mundial de jiu-jítsu Mica Galvão, filho de Melqui. Juntos, eles possuem um filho de três meses.

Mica também se pronunciou nas redes sociais sobre a prisão do pai. O campeão afirmou que, embora tenha profunda gratidão por ele, que o incentivou a lutar jiu-jítsu ainda na infância, entende que os fatos denunciados precisam ser tratados com seriedade pela Justiça.

“Repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças”, declarou.

Entenda o caso

As investigações contra Melqui iniciaram após uma atleta, de 17 anos, denunciar o treinador por abusos sexuais enquanto ela participava de uma competição esportiva na Itália.

Segundo o depoimento da vítima, o homem teria tentado ocultar as provas da jovem ao invadir o celular dela, além de tentar coibir os pais, que souberam do caso pela filha, com promoções profissionais e financeiras, inclusive a montagem de uma academia fora do país.

A partir disso, outras duas vítimas foram identificadas e ouvidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher. Uma delas tinha apenas 12 anos quando o crime ocorreu.

A polícia ouviu os pais das outras jovens que apresentaram uma prova contra o sujeito sobre uma gravação na qual Melqui Galvão admite ter cometido o crime de forma indireta, além de interações entre a aluna e o treinador que demonstram indícios do crime cometido.

De acordo com Mariene Andrade, delegada do caso, diante dos relatos, foi preciso solicitar a prisão temporária do suspeito, expedida pela Justiça do Estado de São Paulo, pois a permanência do suspeito em liberdade poderia prejudicar as investigações. Essa medida foi tomada após as investigações concluírem que Melqui já tentou ocultar as provas e silenciar as vítimas e os envolvidos em outros momentos.

Melqui Galvão, além de treinador de jiu-jítsu, também era instrutor de defesa pessoal dentro da Polícia Civil do Amazonas. Assim que tomou ciência do caso, a instituição afastou-o das funções até a conclusão das apurações. Além disso, ela também investigará a regularidade do vínculo funcional e das possíveis incompatibilidades no exercício de atividades em outros estados.

A Polícia Civil do estado também encaminhou o caso à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública, com o intuito de instaurar um procedimento administrativo disciplinar de apuração das atividades realizadas pelo treinador.

Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o processo está em segredo de justiça. As investigações prosseguem e aguardam a lauda pericial dos aparelhos apreendidos.

A CNN Brasil aguarda retorno do lutador Melqui Galvão. O espaço segue em aberto.

*Sob supervisão de AR.

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