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Atleta Mica Galvão se pronuncia após pai ser preso suspeito de abuso sexual

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Atleta Mica Galvão se pronuncia após pai ser preso suspeito de abuso sexual

O multicampeão mundial de jiu-jítsu Mica Galvão se pronunciou nas redes após o pai, o professor da mesma modalidade, Melqui Galvão, ser preso suspeito de abusar sexualmente de alunas durante os treinos. “Não tenho respostas para tudo agora”, diz Mica.

Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, foi preso temporariamente, nesta terça-feira (28), em Manaus, capital do Amazonas. O indivíduo tentou ocultar provas do crime e coagir vítimas e as respectivas famílias, segundo a polícia.

Mica afirmou que, embora tenha uma profunda gratidão pelo pai, que o incentivou à lutar jiu-jítsu ainda criança, ele entende que os fatos denunciados precisam ser tratados com seriedade pela Justiça. “Repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças”, disse.

“Não tenho respostas para tudo agora. Estou processando isso como filho, como atleta e como ser humano”, afirma.

O atleta ainda pede para que as pessoas acreditem no seu trabalho e na responsabilidade que a equipe dele e de outros esportistas exercem durante os trabalhos.

Ele finaliza: “Sigo em frente, com o mesmo respeito e dedicação de sempre”.

Veja o vídeo:

Denúncias e prisão

As investigações contra Melqui iniciaram após uma atleta, de 17 anos, denunciar o treinador por abusos sexuais enquanto ela participava de uma competição esportiva na Itália.

Segundo o depoimento da vítima, o homem teria tentado ocultar as provas da jovem ao invadir o celular dela, além de tentar coibir os pais, que souberam do caso pela filha, com promoções profissionais e financeiras, inclusive a montagem de uma academia fora do país.

A partir disso, outras duas vítimas foram identificadas e ouvidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher. Uma delas tinha apenas 12 anos quando o crime ocorreu.

A polícia ouviu os pais das outras jovens que apresentaram uma prova contra o sujeito sobre uma gravação na qual Melqui Galvão admite ter cometido o crime de forma indireta, além de interações entre a aluna e o treinador que demonstram indícios do crime cometido.

De acordo com Mariene Andrade, delegada do caso, diante dos relatos, foi preciso solicitar a prisão temporária do suspeito, expedida pela Justiça do Estado de São Paulo, pois a permanência do suspeito em liberdade poderia prejudicar as investigações. Essa medida foi tomada após as investigações concluírem que Melqui já tentou ocultar as provas e silenciar as vítimas e os envolvidos em outros momentos.

Melqui Galvão, além de treinador de jiu-jítsu, também era instrutor de defesa pessoal dentro da Polícia Civil do Amazonas. Assim que tomou ciência do caso, a instituição afastou-o das funções até a conclusão das apurações. Além disso, ela também investigará a regularidade do vínculo funcional e das possíveis incompatibilidades no exercício de atividades em outros estados.

A Polícia Civil do estado também encaminhou o caso à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública, com o intuito de instaurar um procedimento administrativo disciplinar de apuração das atividades realizadas pelo treinador.

Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o processo está em segredo de justiça. As investigações prosseguem e aguardam a lauda pericial dos aparelhos apreendidos.

A CNN Brasil aguarda retorno do lutador Melqui Galvão. O espaço segue em aberto.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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