As federações membro da Fifa se reúnem em Vancouver, no Canadá, nesta quinta-feira (30) para seu congresso anual, um encontro geralmente rotineiro que ganha ainda mais importância este ano, com a Copa do Mundo de 2026 a menos de dois meses de distância e diversas questões ainda pairando sobre a primeira edição do torneio com 48 seleções.
A maior Copa do Mundo da história será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, de 11 de junho a 19 de julho.
O custo
Uma das preocupações mais evidentes é o custo. A enorme dimensão necessária para organizar um torneio na América do Norte, com viagens de longa distância, regimes fiscais distintos e exigências operacionais significativas, gerou preocupação em alguns países participantes.
A Uefa transmitiu preocupações de várias federações europeias de que as equipes poderão ter dificuldades em atingir o ponto de equilíbrio, a menos que avancem bastante na competição.
A Fifa, por sua vez, deverá destacar a força comercial sem precedentes do torneio.
O órgão regulador indicou estar preparado para aumentar os prêmios e as taxas de participação para além dos níveis já recordes, apresentando a Copa do Mundo expandida como um veículo para uma redistribuição mais ampla, em vez de simplesmente um pagamento maior para as equipes mais fortes.
O argumento é que mais nações, mais partidas e maiores receitas significarão, em última análise, mais dinheiro fluindo para programas de desenvolvimento e financiamento solidário em todo o futebol mundial.
A participação do Irã é o item mais sensível politicamente na agenda da Fifa.

Fator Irã
O Irã se classificou para a Copa do Mundo, mas preocupações com a segurança e as viagens relacionadas às suas partidas nos Estados Unidos levaram as autoridades em Teerã a buscar garantias e solicitar locais alternativos.
A FIFA rejeitou qualquer alteração no calendário, afirmando que as equipes devem jogar conforme planejado.
Espera-se também que o acesso a vistos e as restrições de viagem sejam acompanhados de perto.
Dirigentes da Associação Palestina de Futebol tiveram sua entrada no Canadá negada recentemente para uma reunião pré-congresso, o que evidencia os obstáculos práticos que podem surgir quando esporte, política de fronteiras e política internacional se chocam.
No entanto, a vice-presidente da associação palestina, Susan Shalabi, e o presidente, Jibril Rajoub, já receberam vistos e devem comparecer ao congresso, informou a FIFA à Reuters nesta segunda-feira.
Shalabi já chegou a Vancouver, enquanto Rajoub é esperado na terça-feira.
A Fifa afirma estar trabalhando com os governos anfitriões para facilitar o acesso das delegações, embora a lista final das associações participantes só seja confirmada após o início do congresso.
Mais sedes, mais problemas
A logística mais ampla da Copa do Mundo de 2026 continua sendo um tema determinante. Um torneio que se estenderá por três países, vários fusos horários e vastas distâncias testará equipes, torcedores, emissoras e organizadores de maneiras nunca antes vistas em uma Copa do Mundo.
Algumas federações manifestaram preocupações em privado, mas a Fifa argumenta que um modelo com várias sedes é essencial para um evento com 48 equipes e reflete a dimensão e a ambição futuras da competição.
Para Vancouver, portanto, a tarefa não é apenas celebrar a aproximação de uma Copa do Mundo histórica, mas também aperfeiçoar os últimos detalhes antes do pontapé inicial em 11 de junho.
A Fifa prevê que o torneio de 2026 será o maior e mais lucrativo da sua história, com receitas projetadas em torno de 13 bilhões de dólares para o ciclo atual. O desafio agora é garantir que sua visão ampliada da Copa do Mundo seja não apenas maior, mas também viável, justa e verdadeiramente global.
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