O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a jornalista Norah O’Donnell, da rede americana CBS News, de “uma vergonha” em resposta, após ela ler trechos de textos de Cole Tomas Allen, o suspeito do ataque a tiros no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, na noite de sábado (25).
Durante a entrevista, a repórter lê o seguinte trecho escrito por Allen, que não cita o nome de Trump: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor lave minhas mãos com seus crimes.”
Em seguida, O’Donnell questiona a opinião do presidente ao que foi escrito pelo suspeito. O presidente se defende, afirmando não ser “nada daquilo” e dispara contra a jornalista: “Você não deveria ler isso no 60 minutes, você é uma vergonha”.
Trump também disse que esperava que a jornalista lesse a mensagem do suspeito porque ela é uma “pessoa horrível”. “Eu não sou estuprador, nunca estuprei ninguém. Eu não sou pedófilo”, se defendeu ele.
O’Donnell tenta interromper o presidente perguntando se ele acredita que as mensagens do suspeito se referem a ele, mas ele não a responde.
O presidente americano sugeriu que o suspeito do ataque tinha um “manifesto” que incluía escritos contra cristãos e acrescentou que um membro da família dele fez uma denúncia às autoridades.
O líder republicano afirmou que Allen era “um cara muito problemático”.
“Quando você lê o manifesto dele, percebe que ele odeia cristãos. Isso é certo. Ele odeia cristãos, um ódio, e acho que a irmã ou o irmão dele chegou a dar queixa disso. Eles até deram queixa à polícia. Então, ele era um cara muito problemático”, disse o presidente.
O procurador-geral interino, Todd Blanche, também disse, em entrevista à NBC no domingo (26), que o suspeito tinha “alguns escritos”.
Blanche afirmou anteriormente que o suspeito parecia ter como alvo autoridades do governo Trump, mas que a investigação sobre sua motivação ainda estava em fase preliminar.
“Bem, eles têm algumas informações bastante boas”, disse Trump à Fox News sobre o andamento da investigação da motivação do suspeito.
“Ele guardava muito ódio no coração há bastante tempo. Era algo religioso, fortemente anticristão. E não sei se vocês já viram, mas o manifesto acabou de ser divulgado.”

