As mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados. O patamar é semelhante ao observado em novembro de 2025, quando o nível estava em 21,2%.
Os dados constam no 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério das Mulheres nesta segunda-feira (27).
Quando se analisa o salário de contratação, a desigualdade salarial também avançou. Em 2023, as mulheres recebiam 13,7% a menos no salário mediano de contratação; agora, a diferença é de 14,3%.
Piauí (92,1%), Acre (91,9%), Distrito Federal (91,2%) e Ceará (90,5%) são as unidades da Federação cuja remuneração média das mulheres está mais próxima da remuneração dos homens. Por outro lado, Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%) apresentam as maiores desigualdades salariais de gênero.
Embora recebam menos do que os homens, o número de mulheres empregadas cresceu 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões. Entre mulheres negras (pretas e pardas), o crescimento foi de 29%, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões.
A massa de rendimentos das mulheres subiu de 33,7% para 35,2%. Apesar da alta, para alcançar participação equivalente à presença feminina no emprego (41,4%), seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos.
O relatório apresenta dados com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e contempla cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados, além de informações complementares fornecidas pelas próprias empresas.
A iniciativa atende à legislação que estabelece a obrigatoriedade de igualdade salarial entre mulheres e homens na mesma função.
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