Diferente das grandes estrelas que despontam com pouca idade no futebol, Bruno Guimarães nunca foi o maior destaque dos times por onde passou na base, segundo seu ex-técnico, Lucas Andrade, mas tinha características — dentro e fora de campo — que o fizeram chegar longe. As principais? Coragem e dedicação.
“Bruno não tinha problema em errar em campo. Sempre foi voluntarioso e corajoso para participar do jogo. Fora de campo, também era guerreiro. Sempre quis buscar o sucesso”, afirmou Andrade em entrevista à CNN.
O caminho de Bruno Guimarães até a Seleção no profissional exigiu muito trabalho e dedicação. O jogador foi convocado por Tite, pela primeira vez, aos 22 anos – quando já atuava pelo Lyon. Antes disso, Bruno se consolidou no Atlhetico-PR, onde ganhou o Campeonato Paranaense, a Sul-Americana e a Copa do Brasil.
“Dizer, hoje, que ele sempre foi jogador de Seleção, desde os 17 anos, seria oportunismo. Acho que o Bruno se transformou em um jogador de Seleção, baseado em seu trabalho, dedicação e entrega. Ele sempre teve uma taxa de trabalho altíssima”, afirmou Andrade.

Base do Audax-SP
A ida do meio-campista, natural do Rio de Janeiro, para São Paulo foi uma virada de chave para o jogador, já que foi em solo paulistano que ele se profissionalizou. E o responsável por trazê-lo foi o próprio Lucas Andrade.
“O Mario Teixeira falou que ia encerrar as atividades do Sendas, aí eu fui até o Rio ver o jogo dos meninos contra o Fluminense. E nesse jogo a gente escolheu três jogadores para o Audax-SP. Entre eles, o Bruno. Trazê-lo para SP não foi uma decisão fácil. Ele sempre foi muito ligado à família”, disse Andrade.

O próprio Bruno Guimarães já reconheceu, publicamente, que sua ida ao Audax de São Paulo mudou sua trajetória.
“Eu sentia muita falta da minha família e dos amigos, mas acredito que se eu não fosse para São Paulo não teria virado profissional”, disse Guimarães em entrevista ao canal da Premier League no YouTube.
Foi no Audax-SP que Bruno Guimarães se profissionalizou, sob o comando de Fernando Diniz, e depois foi emprestado (e posteriormente vendido) ao Atlhetico – onde viria a fazer história, ganhando títulos importantes e sendo peça chave da equipe que era comandada por Tiago Nunes.
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