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“Trump não esteve em perigo iminente”, diz analista sobre ataque

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
“Trump não esteve em perigo iminente”, diz analista sobre ataque

O Serviço Secreto realizou um trabalho eficaz ao deter um atirador no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, em Washington D.C., na noite deste sábado (25), afirmou um analista à Reuters, com camadas concêntricas de segurança impedindo que ele se aproximasse do presidente dos EUA, Donald Trump.

“O Serviço Secreto dos Estados Unidos conhece muito bem aquele hotel”, disse o ex-agente especial do Serviço Secreto, Mike Matranga. “Eles estabeleceram essa camada de segurança e o plano de proteção há décadas.”

“Não acho que ele [Donald Trump] tenha estado em perigo iminente em algum momento”, acrescentou Matranga.

Um suspeito portando uma espingarda disparou contra um agente de segurança em um posto de controle do evento antes de ser imobilizado e preso. Trump e a primeira-dama, Melania, foram retirados às pressas do jantar.

Uma autoridade policial identificou o suspeito como Cole Tomas Allen, um residente da Califórnia de cerca de 31 anos. Pouco se sabia de imediato sobre o histórico de Allen, mas postagens em redes sociais sugeriam que ele era professor em Torrance, próximo a Los Angeles.

O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, disse que Allen parecia ter feito check-in no Washington Hilton na sexta-feira.

Mike Matranga, fundador e CEO da M6 Global Defense, disse ser provável que o Serviço Secreto tenha investigado os hóspedes do hotel, e o nome de Allen não levantou suspeitas.

“Acho que o que descobriremos por meio da investigação é que ele era um indivíduo de ficha limpa, professor, acadêmico, que foi radicalizado de alguma forma”, disse ele.

O jantar contou com a presença de muitos membros do gabinete de Trump e outros altos funcionários do governo sob forte segurança. Foi a primeira vez que Trump compareceu ao evento como presidente, após tê-lo boicotado em anos anteriores.

Matranga afirmou ser preocupante que tantos altos funcionários, muitos deles na linha de sucessão presidencial, estivessem reunidos no mesmo local. Também é motivo de preocupação o fato de a participação de Trump ter sido tornada pública com tanta antecedência, disse ele.

“Talvez os movimentos do presidente não devessem ser transmitidos”, afirmou.

Matranga concordou com a declaração de Trump de que o atirador é, muito provavelmente, um agressor do tipo “lobo solitário”, e disse que, com o aumento da violência política, o público precisa estar em alerta se souber de alguém que esteja agindo de forma errática ou que tenha sido radicalizado.

“Devido à retórica política e à violência neste país e no mundo, não acho que voltaremos ao que éramos”, disse ele. “Acho que isso se tornará o padrão. Portanto… não podemos mais nos sentar como americanos e apenas dizer: ‘Ei, isso é problema de outra pessoa, não é meu problema’.”

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