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Serviço Secreto “fez o que deveria” em jantar com Trump, dizem ex-agentes

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Serviço Secreto “fez o que deveria” em jantar com Trump, dizem ex-agentes

Ex-agentes do Serviço Secreto e do FBI (Federal Bureau of Investigation) afirmaram em entrevista à BBC que o procedimento de segurança ocorreu como esperado após o ataque a tiros em um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, no sábado (25).

“Com base no meu treinamento, conhecimento e experiência com o serviço secreto americano, e tendo trabalhado nesse mesmo hotel, posso afirmar que eles fizeram exatamente o que deveriam fazer e o fizeram rapidamente, evitando qualquer incidente desagradável para o presidente”, afirmou Barry Donadio, ex-agente do Serviço Secreto.

Trump participava de um jantar com jornalistas no hotel Washington Hilton quando teve que ser retirado às pressas do local.

Segundo Donadio, o hotel é “enorme” e, por isso, ele acredita que muitos agentes estavam a postos no momento ao ataque. “Se você assistir ao vídeo dele tentando passar com um rifle, não houve muito tempo para eles reagirem, talvez apenas dois segundos, e a intenção dele, com base no que estou vendo, era atravessar o posto de controle, chegar o mais perto possível do presidente Trump, atirar e tentar matá-lo”, afirmou.

Embora a presença de atiradores de elite não seja tão comum em eventos em locais fechados como em atos ao ar livre, o ex-agente explica que a segurança é, basicamente, a mesma. Donadio também lembrou que o atentado contra o ex-presidente Ronald Reagan, em 1981, aconteceu na porta do mesmo hotel.

O Serviço Secreto dos EUA frequenta este local com frequência. Eles conhecem muito bem a planta do hotel e existe um plano de segurança robusto. O presidente tem sua própria equipe de proteção, a primeira-dama também, assim como o vice-presidente e todos os membros do gabinete.

Barry Donadio, ex-agente do Serviço Secreto dos EUA

“Além disso, o evento em si também tem sua própria equipe de segurança. Imaginem todas essas equipes de proteção interligadas, anéis de segurança e pontos de controle, como se estivessem tentando passar por um aeroporto. O local estava bastante isolado. Eles agiram corretamente. Conseguiram deter o atirador e salvar a vida do presidente”, finalizou.

Já o ex-agente do FBI Dennis Franks afirmou que o Serviço Secreto é “excepcional”. “Eles são profissionais no que fazem”, acrescentou.

Em relação a como lidar com o responsável pelo ataque, Franks afirmou que a situação deve ser analisada caso a caso.

“Há momentos em que, como pessoa responsável pela proteção, você nem sempre poderá disparar sua arma com segurança sem o risco de ferir outras pessoas. Portanto, há muitos fatores envolvidos nisso.”

O ex-FBI também citou procedimentos prévios nesse tipo de evento, que costumam incluir detectores de metal, cães farejadores, equipamentos à prova de balas, câmeras, entre outros artigos.

Sobre a investigação posterior ao ataque, o ex-agente do FBI Daniel Brunner afirmou que deve ocorrer em duas frentes: entender como o suspeito chegou ao local e como ocorreu o incidente.

“Primeiro, eles vão apurar o que aconteceu. Como o indivíduo entrou no hotel? Como fez a reserva e por que o nome dele não apareceu na lista de espera? Imagino que eles vão verificar todos os hóspedes que tinham reserva no hotel no momento do incidente. Vão analisar o histórico de cada um para ver se o nome consta em alguma lista de alerta. Por outro lado, também haverá uma investigação sobre o que aconteceu no incidente, qual foi o crime. O FBI vai liderar essa investigação. Eles vão analisar o histórico do indivíduo. Vão examinar sua origem”, disse.

Segundo Brunner, outros pontos também serão investigados, como se outra pessoa influenciou o ataque ou seu estado mental.

“Vão tentar descobrir se alguém o estava influenciando, entender seu estado mental e como ele se comportava. Onde ele comprou as armas? Quais eram suas intenções? O presidente era o alvo ou era outra pessoa no quarto? Então, eles vão analisar tudo e depois chegar a uma conclusão”, afirmou.

O homem que atirou durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca será indiciado na segunda-feira (27), disse a procuradora federal Jeanine Pirro.

Identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, ele enfrentará duas acusações: uso de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa.

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