A Enel São Paulo apresentou à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), nesta quinta-feira (23), um pedido de reconsideração contra o despacho que determinou o processo de caducidade da concessão da distribuidora.
A carta pede efeito suspensivo para que os efeitos do despacho fiquem paralisados até a análise definitiva do recurso pela diretoria da agência. A principal alegação da companhia é de que houve erro metodológico no cálculo usado pela Aneel para avaliar o restabelecimento do serviço durante os eventos climáticos de dezembro de 2025.
Segundo a Enel, a agência considerou que cerca de 67% das unidades consumidoras afetadas foram religadas em até 24 horas. A Enel afirma, porém, que esse percentual foi calculado a partir do pico simultâneo de clientes sem energia — ou seja, uma espécie de “fotografia” do pior momento da interrupção.
A companhia defende que a metodologia correta seria acompanhar a curva de recomposição do total de consumidores afetados ao longo do evento, considerando o momento em que cada cliente ficou sem energia e quando teve o serviço restabelecido.
Por esse critério, segundo a Enel, 80,2% das unidades consumidoras foram religadas em até 24 horas, o equivalente a cerca de 3,4 milhões de clientes.
Esse índice superaria o patamar de 80% citado no processo como referência mínima.
Na carta, a Enel sustenta, ainda, que o evento climático do período analisado foi mais severo do que os episódios usados como comparação pela Aneel.
*Sob supervisão de Robson Rodrigues

