O papa Leão XIV condenou a pena de morte pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira (25), pedindo sua abolição nos Estados Unidos, no momento em que o governo Trump se movimenta para ampliar os métodos de execução de presos federais.
Em uma mensagem enviada à Universidade DePaul, em Chicago, para marcar o 15º aniversário da abolição da pena de morte pelo Estado de Illinois, o papa disse que a Igreja Católica ensinou que toda vida humana é sagrada desde o momento da concepção.
“O direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos”, disse o papa.
“Por essa razão, somente quando uma sociedade salvaguarda a santidade da vida humana é que ela floresce e prospera”, acrescentou.
Leão afirmou que sistemas prisionais eficazes podem proteger os cidadãos e, ao mesmo tempo, preservar a possibilidade de redenção para pessoas condenadas por crimes graves.
Os comentários foram feitos um dia após um jornalista questioná-lo sobre notícias de ondas de execuções no Irã.
“Condeno todas as ações que são injustas. Condeno o ato de tirar a vida das pessoas. Condeno a pena capital”, respondeu o papa.
Mais cedo nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça dos EUA disse que o governo deve expandir os métodos disponíveis para a realização de execuções federais, citando como motivo dificuldades na obtenção de medicamentos para injeções letais.
Em um relatório, o departamento disse que os protocolos de execução deveriam ser modificados para incluir métodos como pelotões de fuzilamento, eletrocussão e asfixia com gás, além da injeção letal.
A medida segue a promessa de Trump de retomar a pena capital. Seu antecessor, o ex-presidente Joe Biden, comutou as sentenças de 37 condenados federais no corredor da morte, deixando três na fila de execução.

