A chefe da Procuradoria-Geral Federal, Adriana Venturini, ganha força entre os nomes cotados para a sucessão na AGU (Advocacia-Geral da União). Segundo fontes no governo que acompanham o assunto, a interlocução da servidora junto a diferentes tribunais, em especial no STF (Supremo Tribunal Federal), e o tempo de casa são vistos como diferenciais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve indicar uma mulher servidora de carreira para a posição, caso a indicação de Jorge Messias ao STF seja chancelada pelo Senado Federal. Como mostrou a CNN, quatro nomes femininos são avaliados pelo mandatário.
O trânsito no STF é visto como a principal credencial de Venturini. A procuradora-geral federal representou a gestão federal, por exemplo, no julgamento da chamada “revisão da vida toda”. A vitória do governo, em novembro do ano passado, significou uma economia de meio trilhão de reais para os cofres públicos.
Além disso, dentre as possíveis indicadas, Venturini é aquela com mais tempo de AGU — 24 anos. No período, ela liderou a estruturação da Procuradoria Regional Federal da 1ª Região, divisão que chefiou por oito anos, e chegou à posição atual no primeiro concurso da Procuradoria-Geral Federal.
Lula tem sido aconselhado por auxiliares e pressionado por entidades a indicar mulheres para cargos de alto escalão, especialmente após escolher mais um homem para o STF. Desde então, nomeou Tarcijany Linhares Aguiar Machado para a chefia da DPU (Defensoria Pública da União) e Ana Cristina Viana Silveira para a presidência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O presidente sinaliza a auxiliares que só definirá o sucessor de Messias após a aprovação de seu nome no Senado. Também são cotadas a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, a secretária-geral de contencioso da AGU, Isabela Cartaxo, e a procuradora-geral da União, Clarice Calixto.
A sabatina de Messias na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado está marcada para a próxima terça-feira (28). Para ser aprovado no colegiado, ele precisa de 13 votos; já no plenário serão necessários 41.

