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Abel acaba com a “lei do silêncio” em entrevistas no Palmeiras

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Abel acaba com a “lei do silêncio” em entrevistas no Palmeiras

A “lei do silêncio” foi abolida no Palmeiras. A ordem foi dada pelo técnico Abel Ferreira nesta quinta-feira (23).

A ordem foi divulgada após a vitória palmeirense sobre o Jacuipense por 3 a 0 pela Copa do Brasil.

Abel foi questionado por um jornalista. “Professor, essa lei do silêncio que parece ser um protesto em relação à sua punição. Seus adjuntos, durante a punição não tem entrevista coletiva…?”. O treinador, porém, nem esperou a conclusão da pergunta. “Só por tu ter falado está “abolido” a lei do silêncio“, disse antes de se levantar e encerrar a entrevista coletiva.

Abel Ferreira ao ser perguntado por um repórter sobre a ‘lei do silêncio’ no Palmeiras.

“Só por tu ter falado está “abolido” a lei do silêncio (fim da coletiva)”

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— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) April 24, 2026

Em jogos contra o Corinthians e Athletico-PR, no Brasileirão, os membros da comissão técnica não atenderam à imprensa. Nestas partidas, Abel não esteve no gramado pois foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

A punição, porém, não é válida para a Copa do Brasil. Pelo Campeonato Brasileiro, o técnico português só retornará na partida contra o Cruzeiro, no dia 16 de maio. Até lá, o time deve ser comandado pelo auxiliar João Martins.

Renato Gaúcho
João Martins, auxiliar técnico do Palmeiras •

Silêncio?

As recusas representam um protesto contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva de punir o técnico Abel Ferreira com sete jogos de suspensão. O Pleno tomou a decisão final na última quarta-feira (15).

O comandante alviverde foi julgado por dois cartões vermelhos recebidos nas partidas contra Fluminense e São Paulo, ambas pela Série A do Campeonato Brasileiro. No primeiro julgamento, teve a pena reduzida de duas para uma partida; no segundo, a punição foi mantida em seis jogos.

Comissão técnica segue sem conceder entrevista

No Dérbi, a decisão de não haver entrevistas após a partida foi tomada de forma conjunta entre diretoria e comissão técnica. Na ocasião, o clube entendeu que o silêncio seria a melhor medida, sobretudo porque o julgamento no Pleno ainda seria realizado, e qualquer declaração poderia prejudicar o Palmeiras.

A Itatiaia apurou que, diferentemente do Dérbi, a decisão de não conceder entrevistas após o jogo contra o Athletico-PR partiu exclusivamente da comissão técnica.

Os auxiliares de Abel entendem que o clube foi alvo de uma inesperada injustiça por parte dos tribunais.

A reportagem também apurou que a concessão de efeito suspensivo no processo envolvendo o goleiro Hugo Souza, do Corinthians, reforçou a percepção de que o Palmeiras foi prejudicado.

Hugo foi punido com dois jogos de suspensão por declarações após o Dérbi, nas quais criticou a arbitragem em questão. Com a liberação do STJD, ele atuou no empate por 0 a 0 com o Vitória, no último sábado (17).

Abel Ferreira e punições

O STJD respondeu ao pedido de efeito suspensivo do Palmeiras no caso de Abel. Mariana Barreiras, relatora do recurso, deferiu parcialmente a solicitação, o que gerou insatisfação no clube paulista.

A corte concedeu efeito suspensivo para que Abel Ferreira retornasse após o clássico contra o Corinthians. No entanto, o julgamento da última quarta-feira (15) ocorreu antes dos jogos seguintes do Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro, período em que o treinador estaria liberado pelo efeito suspensivo parcial. Na prática, o pedido não teve efeito relevante.

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