A prefeitura e o governo de São Paulo firmaram um acordo com a iniciativa privada para requalificar um dos principais eixos do centro da capital com a proposta de criar um espaço inspirado na Times Square, em Nova York.
O termo de cooperação foi celebrado entre a Subprefeitura da Sé e a empresa FDB Digital, e tem como principal foco a avenida São João.
O projeto prevê intervenções urbanas, paisagísticas e culturais ao longo de um trecho de aproximadamente 42 mil metros quadrados, entre o Largo do Paissandu e a Praça Júlio Mesquita.
Entre as ações estão a restauração de fachadas históricas, como a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, a instalação de mobiliário urbano e a ampliação de áreas verdes, seguindo diretrizes do Plano Municipal da Mata Atlântica.
Como contrapartida à execução das melhorias, o acordo autoriza a instalação de quatro grandes painéis de LED em edifícios da região, incluindo o Cine Paris República e o Edifício New York.
Os equipamentos poderão exibir mensagens institucionais de apoiadores culturais em até 30% do tempo de funcionamento, com limite de inserções por hora.
Veja a postagem do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre o espaço:
Tão deixando a gente sonhar!
Essa proposta ousada para a Avenida São João traz telões de LED, tecnologia e uma nova dinâmica para o centro da cidade, unindo modernidade com revitalização urbana.
O projeto prevê painéis em pontos estratégicos, com conteúdo principalmente… pic.twitter.com/WGRugCR90a
— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) April 20, 2026
A proposta inclui ainda projetos de iluminação cênica, comunicação visual urbana e requalificação de calçadas, além de estudos técnicos como drenagem, arborização e reorganização de áreas de profissionalismo de embarque e desembarque.
A empresa será responsável por todos os custos das intervenções, sem ônus para o município, e deverá seguir diretrizes técnicas de órgãos como a CPPU (Comissão de Proteção à Paisagem Urbana) e o Conpresp (Conselho de Preservação do Patrimônio). Também caberá à cooperante obter autorizações necessárias e garantir a preservação de bens históricos.
O termo tem vigência de 36 meses e prevê que, ao final do período, todas as melhorias incorporadas permaneçam como patrimônio público. A Prefeitura, por sua vez, ficará responsável pela fiscalização das obras e poderá determinar ajustes ou até a suspensão das atividades em caso de descumprimento das regras.
A iniciativa integra uma estratégia de revitalização do centro histórico e busca atrair circulação de pessoas e investimentos, combinando preservação cultural com novos elementos de comunicação urbana e entretenimento.
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