O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), prorrogou por mais 60 dias o inquérito que investiga o influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, por suposto crime de desobediência a decisões judiciais.
A decisão foi tomada após pedido da PF (Polícia Federal), que solicitou prazo adicional para concluir diligências e finalizar o relatório da investigação.
Segundo Moraes, a prorrogação é necessária para garantir o prosseguimento das apurações e a realização de medidas ainda pendentes.
“Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização das diligências pendentes, nos termos previstos no art. 230-C, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, prorrogo por mais 60 (sessenta) dias a presente investigação”, escreveu o ministro.
O inquérito apura se Monark descumpriu ordens do STF que determinaram:
- o bloqueio de perfis em redes sociais
- a suspensão da divulgação de conteúdos considerados irregulares
A investigação é um desdobramento das medidas adotadas pelo STF após os atos extremistas de 8 de janeiro, quando foram determinadas ações como o bloqueio de perfis em redes sociais e a preservação de dados de contas que divulgaram conteúdos relacionados aos ataques.

