Diante da baixa adesão do PDV (Programa de Demissão Voluntária), o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, sinalizou que a estatal pode adotar ações complementares para alcançar a meta. Inicialmente, a expectativa da empresa era de que 10 mil profissionais pedissem o desligamento.
Durante o período de adesão, somente 3.181 empregados pediram demissão de forma voluntária, ou seja, 31% do público-alvo. Com isso, a estatal projeta uma economia de cerca de 40% do projetado.
De acordo com a estatal, a economia anual estimada com o PDV é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028, contribuindo para a redução da rigidez da estrutura de custos da empresa.
No PDV 2024/2025, a estatal registrou 3.756 desligamentos voluntários. As adesões representaram uma economia de R$ 147,1 milhões em 2025. Para este ano, a projeção com a iniciativa é economizar R$ 775,7 milhões.
O Plano de Reestruturação dos Correios foi aprovado pela estatal em novembro do ano passado, depois que a estatal registrou déficit de R$ 8,5 bilhões em 2025. A primeira etapa focou na reorganização do fluxo financeiro, regularização das pendências acumuladas com fornecedores e empregados terceirizados, além da recuperação da previsibilidade financeira.
Como parte da primeira fase, os Correios captaram R$ 12 bilhões em crédito com um pool de bancos. Os recursos asseguraram a liquidez imediata para normalização do fluxo financeiro, quitação de obrigações em atraso e recuperação da credibilidade com fornecedores, empregados e clientes.
Entre as medidas estruturais já em curso, também estão leilões de imóveis sem uso operacional. A estatal projeta gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias com a medida, reduzindo despesas de manutenção e contribuindo para o reequilíbrio do caixa.

