A policial militar que matou uma mulher durante uma abordagem na zona leste de São Paulo foi suspensa da função pública por decisão da Justiça nesta quarta-feira (22).
A agente está proibida de portar arma de fogo, manter contato com testemunhas e familiares da vítima e deixar a comarca sem autorização judicial. Ela também deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno, das 22h às 5h.
A decisão atende a um pedido da polícia, com concordância do Ministério Público. Para o juiz Antônio Carlos Ponte de Souza, há provas da materialidade e indícios suficientes de autoria.
Segundo a autoridade policial, os elementos reunidos até o momento indicam uma conduta que “extrapola, de forma inequívoca, os limites do uso legítimo da força”, com indícios de impulsividade, descontrole emocional e desproporcionalidade.
O caso envolve a policial Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, que atirou e matou Thawanna Salmázio no dia 3 de abril. A agente está afastada e segue sendo investigada pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Uma atualização recente sobre o caso envolve a publicação de uma nova legislação estadual, no Diário Oficial de São Paulo, que altera a estrutura hierárquica da Polícia Militar. Com a mudança, Yasmin — que era classificada como aluna-soldado — passa a ser formalmente enquadrada como “soldado”.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, não houve promoção individual. A pasta afirma que a alteração decorre da Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026, que extinguiu a divisão entre soldados de 1ª e 2ª classe, unificando a nomenclatura. O reajuste salarial de cerca de R$ 480, segundo o governo, é automático e aplicado a todos os policiais enquadrados na antiga 2ª classe.
Em contato com a CNN Brasil, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo optou por não se posicionar sobre a decisão.

