O protesto de caminhoneiros argentinos na cidade de Quequén, no sul da província de Buenos Aires, já impediu o carregamento de 347,6 mil toneladas de grãos e causou perdas estimadas em US$ 280 milhões.
A estimativa é de Gustavo Idígoras, presidente da Câmara Argentina da Indústria de Óleos e do Centro de Exportadores de Cereais (Ciara-CEC) ao jornal argentino La Nacion.
Os motoristas estão acampados ao longo de uma estrada que leva ao porto, onde estão impedindo a passagem de caminhões de grãos enquanto negociam aumentos de tarifas com empresas de armazenamento de grãos e grupos de produtores agrícolas, disse a fonte à agência Reuters.
Segundo Idígoras, os transportadores marítimos estão considerando desviar as cargas para o porto de Bahia Blanca ou para portos brasileiros.
Do total não embarcado, 126 mil toneladas são de sementes de girassol, 118,6 mil toneladas de milho, 78 mil toneladas de trigo e 25 mil toneladas de cevada.
A questão central do conflito é a disputa sobre os preços dos fretes. Segundo caminhoneiros estacionados perto da rotatória na entrada de Quequén, os custos subiram muito mais rápido do que a receita. Até agora, neste ano, o diesel acumulou aumentos superiores a 30%, o que desestabilizou os preços de referência do setor, explicaram. Nesse contexto, os motoristas exigem um aumento que, dependendo da rota e da região, varia entre 25% e 30%, bem acima das propostas discutidas nas mesas de negociação.

