O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu à PGR (Procuradoria-Geral da República) que se manifeste sobre a manutenção da tornozeleira eletrônica de Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e investigada no inquérito das fraudes bilionárias do INSS.
A informação foi publicada inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmada pela CNN. O despacho, em caráter sigiloso, foi assinado no último dia 17.
Relator da investigação no STF, Mendonça também pediu que a PGR se pronuncie sobre a situação de outros 15 investigados, além da aplicação de medidas cautelares.
Segundo a Polícia Federal, Roberta trabalhou para Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Relatório da PF aponta indícios de que ela seria a intermediária entre Antunes e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo o documento, o filho do presidente seria um sócio oculto de Antunes.
Roberta foi alvo de busca e apreensão em uma das fases da Operação Sem Desconto, executada em dezembro do ano passado. Desde então, ela usa tornozeleira eletrônica.
Segundo a investigação da PF, Roberta recebeu R$ 1,5 milhão em pagamentos atribuídos a Antunes, apontado como líder do esquema de desvios.

