A Maratona de Londres negocia a realização de uma edição em dois dias em 2027. A proposta prevê elite feminina no sábado e masculina no domingo. O CEO Hugh Brasher afirmou que não há aprovação final.
A prova, que chega à 46ª edição neste domingo, discute a viabilidade com diferentes partes envolvidas. As conversas ocorrem há meses e seguem em andamento.
“Temos muitos planos. Temos vários envolvidos e estamos em diálogo com eles há muito tempo”, disse Brasher.
“Há conversas nesta semana e na próxima. Esperamos obter aprovação, mas é uma operação ampla, para nossa equipe e para Londres”, afirmou.
Brasher citou o calendário esportivo como fator central. O fim de semana de 2027 já tem eventos relevantes programados.
“No sábado haverá semifinal da FA Cup. O domingo também tem agenda cheia, com a chegada do Tour de France Femmes”, disse.
Se aprovada, a divisão em dois dias ocorrerá apenas uma vez.
“É algo pontual. Entendemos que deve ser analisado com cuidado. É o que temos feito e esperamos anunciar em breve”, afirmou.
De olho na arrecadação
Brasher citou estudo da Sheffield Hallam University.
Segundo a pesquisa, o formato pode gerar mais de 130 milhões de libras (cerca de R$ 832 milhões) para caridade e 400 milhões de libras (cerca de R$ 2,56 bilhões) em impacto econômico.
A edição de 2025 arrecadou 87,3 milhões de libras (cerca de R$ 559 milhões) para caridade. O evento mantém o status de maior ação anual de arrecadação em um dia.
Altas expectativas
Cerca de 59 mil corredores são esperados na chegada dos 42,195 km deste domingo. O número pode estabelecer recorde mundial. Em 2024, 56.640 concluíram a prova, marca reconhecida pelo Guinness World Records.
Brasher destacou a disputa da elite masculina.
“Minha preferência costuma ser a prova feminina, mas desta vez acredito que será a masculina”, disse.
Ele citou Sebastian Sawe, Jacob Kiplimo, Joshua Cheptegei e Tamirat Tola como destaques.
Entre as mulheres, o campo inclui a atual campeã Tigst Assefa e a vencedora da Maratona de Nova York, Hellen Obiri.
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