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Irã ameaça a produção de petróleo de países do Golfo

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Irã ameaça a produção de petróleo de países do Golfo

Um comandante militar iraniano alertou, nesta quarta-feira (22), os países vizinhos do sul que, se suas terras ou instalações forem usadas por inimigos para atacar o Irã, “eles devem dar adeus à produção de petróleo na região do Oriente Médio”, segundo a mídia estatal.

“Este alerta surge num momento em que alguns países do Golfo Pérsico já haviam permitido que seus territórios fossem usados ​​por inimigos do Irã”, informou a agência de notícias estatal Fars News, citando o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica.

“Agora, se isso continuar, a sua principal fonte de renda estará em sério risco”, acrescentou, sem especificar a quais países se referia.

O comandante também anunciou que a “lista de alvos” do Irã se expandiu para além das instalações militares e que agora inclui importantes campos de petróleo e refinarias em todo o Oriente Médio, citando locais específicos nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait, Catar e Bahrein, de acordo com a agência de notícias Fars.

Muitas dessas nações do Golfo são aliadas dos Estados Unidos, e algumas delas abrigam bases militares americanas.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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