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Especialista avalia risco de Estêvão perder a Copa por suposta lesão

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Especialista avalia risco de Estêvão perder a Copa por suposta lesão

A possível lesão de Estêvão levanta dúvidas sobre sua presença na Copa do Mundo de 2026. O quadro descrito como grau quatro indica um cenário diferente das lesões musculares mais comuns no futebol.

Segundo o ortopedista e traumatologista do esporte Bruno Canizares, a príncipio, com a Copa do Mundo a cerca de dois meses, o cenário é considerado desfavorável para o atacante caso a informação seja confirmada.

Pensando no prazo, é muito improvável que ele consiga se recuperar a tempo, principalmente porque a reabilitação mínima gira em torno de dois meses e pode chegar a quatro.

Bruno Canizares, ortopedista e traumatologista do esporte

Entendendo a diferença entre lesões

Segundo Bruno Canizares, a distinção entre os graus da lesão é determinante para o prognóstico e o tempo de recuperação.

De acordo com o especialista, a lesão grau 3 envolve rompimento parcial das fibras musculares, com parte da estrutura ainda preservada. Já a lesão grau 4 representa ruptura completa da espessura do músculo.

“É muito importante diferenciar a lesão grau 3 da grau 4, porque essa mudança já altera o prognóstico, o tempo de afastamento e, muitas vezes, o tratamento”, afirmou.

O impacto funcional também é mais elevado.

“Nessa situação, pode haver envolvimento da junção miotendínea e até retração do músculo e do tendão, o que afeta ainda mais a recuperação”, explicou.

Tempo de recuperação

O médico aponta que dor, perda de força e limitação de movimentos são mais intensos nos primeiros momentos após a lesão grau 4. Esse quadro influencia diretamente o tempo fora dos gramados.

Em lesões grau 3, o período de recuperação costuma variar entre oito e 12 semanas, a depender do músculo atingido e da extensão do dano. Já na lesão grau 4, o afastamento tende a ser maior.

A gente pode falar em um mínimo de dois meses, podendo chegar a três ou quatro meses, dependendo da retração e da localização da lesão.

Bruno Canizares, ortopedista e traumatologista do esporte

Em quadros mais complexos, há possibilidade de intervenção cirúrgica. Isso depende da extensão da lesão, do grau de retração e de eventual comprometimento do tendão.

“Em alguns casos, até cirurgia pode ser necessária, mas isso depende de mais detalhes da lesão”, disse.

Tratamento progressivo

O tratamento segue etapas progressivas. Inicialmente, o foco é controlar o sangramento e preservar a estrutura muscular. Em seguida, entram fases de fortalecimento e recuperação de mobilidade.

A volta às atividades esportivas exige cautela. O retorno depende de critérios como recuperação de força, função muscular e capacidade de suportar cargas progressivas, incluindo acelerações e mudanças de direção.

“O parâmetro não é mais apenas o tempo. Avaliamos segurança para sprint, tolerância à carga e reprodução dos movimentos de jogo antes da liberação”, afirmou o especialista.

Terapias como o PRP são utilizadas em alguns casos, principalmente na Europa, mas ainda não há consenso sobre sua eficácia na aceleração da recuperação.

“Existem estudos promissores, mas não é uma unanimidade que o PRP acelere o processo”, explicou.

A definição sobre a presença de Estêvão no torneio dependerá da evolução clínica nas próximas semanas e da resposta ao tratamento.

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