Com o avanço da automação e da digitalização na indústria da mineração, os ataques cibernéticos passaram a figurar entre as principais preocupações do setor.
Empresas altamente conectadas, com operações remotas e sistemas integrados, se tornaram alvos mais atrativos para criminosos digitais.
Entre os principais riscos estão os ataques de ransomware, que bloqueiam sistemas e exigem pagamento para liberação, além do roubo de credenciais por meio de phishing ou invasões. Esses acessos indevidos podem permitir que criminosos se movimentem dentro da rede da empresa e atinjam sistemas críticos.
Nesse cenário, a Vale já trata os investimentos em segurança cibernética como um “pré-requisito operacional”, ou seja, algo essencial para garantir a continuidade e a segurança das operações.
As informações foram confirmadas pelo vice-presidente executivo técnico da Vale, Rafael Bittar.
Bittar foi entrevistado no programa Mapa da Mina, da CNN Money, que aborda os rumos da indústria de mineração.
“Sem dúvida a cibersegurança é fundamental. É um pré-requisito. Investimos muito e temos um time muito dedicado nisso”, afirmou.
O executivo explicou ainda que o tema é tratado em níveis seniores dentro da companhia e que há uma estrutura dedicada exclusivamente à segurança cibernética.
Segundo ele, o objetivo é proteger tanto os dados quanto os sistemas operacionais da empresa, evitando interrupções que possam impactar a produção ou gerar riscos operacionais.

