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Rejeição de Trump atinge 62% em meio à guerra com Irã, diz pesquisa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Rejeição de Trump atinge 62% em meio à guerra com Irã, diz pesquisa

A rejeição do presidente dos EUA, Donald Trump, atingiu 62%, informou uma pesquisa Reuters/Ipsos, com muitos americanos questionando seu temperamento em meio à guerra com o Irã e à crise com o papa Leão XIV.

O levantamento, realizado ao longo de seis dias e concluído na segunda-feira (21), mostrou que apenas 36% dos americanos aprovam o desempenho de Trump, o nível mais baixo do segundo mandato do presidente americano.

Trump está sob pressão desde que iniciou, junto a Israel, a guerra contra o Irã em fevereiro, o que elevou drasticamente os preços da gasolina.

Cerca de 36% dos americanos aprovam os ataques militares dos EUA contra o Irã, em comparação com 35% em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 10 e 12 de abril. A amostra mais recente, realizada online com 4.557 adultos nos Estados Unidos, tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais.

A pesquisa mostrou que muitos americanos, incluindo alguns membros do Partido Republicano (partido do presidente americano), têm preocupações quanto ao temperamento e à lucidez mental de Trump aos 79 anos, após uma série de explosões de raiva.

Apenas 26% dos americanos disseram considerar Trump “equilibrado”.

Os republicanos estavam divididos sobre essa questão, com 53% considerando-o equilibrado e 46% dizendo que não, enquanto alguns se recusaram a responder. Entre os membros do Partido Democrata, apenas 7% consideram o presidente equilibrado.

A maior taxa de aprovação registrada no segundo mandato do presidente americano aconteceu logo após sua posse, em 20 de janeiro de 2025, quando bateu 47%.

Ameaças de Trump

Trump demonstrou agitação nas últimas semanas, publicando ameaças nas redes sociais de exterminar a civilização do Irã, além de atacar o papa Leão XIV, acusando-o de ser conivente com o crime, após as críticas do pontífice à guerra com o Irã.

Trump ameaçou — inclusive com palavrões — destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã.

Ele alarmou aliados no início deste ano ao ameaçar usar força militar contra a Dinamarca, membro da Otan, devido à sua exigência de anexação da Groenlândia pelos EUA.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A mais recente pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada durante o cessar-fogo entre o Irã e os EUA, antes do anúncio da prorrogação do prazo, expiraria nesta quarta-feira (22).

Cerca de 51% dos americanos — incluindo 14% dos republicanos, 54% dos independentes e 85% dos democratas — disseram que a lucidez mental de Trump piorou no último ano.

Crise com o papa Leão XIV

Os ataques de Trump ao papa Leão XIV chamaram a atenção, em parte porque os americanos têm, em geral, uma opinião mais favorável do pontífice do que do presidente.

Cerca de 60% dos entrevistados disseram ter uma visão favorável do papa Leão XIV, em comparação com 36% que disseram o mesmo de Trump.

A pesquisa constatou que apenas 16% dos americanos apoiam a saída dos EUA da Otan, medida que Trump ameaçou tomar.

A guerra com o Irã provocou uma alta nos preços da gasolina, o que afetou as finanças pessoais da maioria dos americanos. O índice de aprovação de Trump em relação à sua gestão do custo de vida nos EUA foi de 26%, o menor já registrado por ele.

Da mesma forma, apenas 26% dos entrevistados na pesquisa disseram que a ação militar dos EUA no Irã valeu a pena.

Apenas 25% dos entrevistados — incluindo 6% dos democratas e 57% dos republicanos — disseram acreditar que os ataques dos EUA ao Irã tornariam os Estados Unidos mais seguros.

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