A extensão do cessar-fogo com o Irã anunciada nesta terça-feira (21) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, é uma “manobra para ganhar tempo” para um ataque surpresa, afirmou um assessor do presidente do Parlamento do Irã e principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, momentos após o anúncio.
O assessor de Qalibaf disse em uma postagem na rede social X que a continuação do bloqueio dos EUA aos portos iranianos “não é diferente de um bombardeio e deve ser enfrentada com uma resposta militar”.
Um assessor do presidente do parlamento iraniano desconsiderou o anúncio, afirmando que Teerã deveria responder militarmente.
Mahdi Mohammadi, assessor sênior do presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que “o lado perdedor não pode ditar as regras” e classificou a continuidade do bloqueio americano ao Estreito de Ormuz como um “cerco” que “não difere em nada de um bombardeio”.
Qalibaf, presidente do parlamento do país há muitos anos, liderou a primeira rodada de negociações com os EUA em Islamabad e era esperado que participasse, ao lado do vice-presidente americano JD Vance, de uma segunda rodada de conversas que foram primeiro adiadas e depois suspensas indefinidamente.
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Em publicação na rede social Truth Social nesta terça-feira, Trump disse que o prazo do cessar-fogo deve ser estendido “até que uma proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas”.
Apesar da extensão do prazo, ele afirmou que ordenou as Forças Americanas a continuarem o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e que “permanecessem prontas e aptas”.
Mais cedo, nesta terça-feira, Trump havia dito que pretendia continuar bombardeando o Irã caso os países não chegassem a um acordo até o antigo prazo final, que era no fim da noite de quarta-feira (22).
“Espero continuar bombardeando porque acho que essa é a melhor postura a se adotar”, declarou Trump durante uma entrevista por telefone ao programa “Squawk Box” do canal americano CNBC.
(Com informações da Reuters)
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