O anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a prorrogação do cessar-fogo demonstra que ele ainda prioriza uma solução diplomática, já que seu governo hesita em retomar ataques armados caso um acordo seja possível.
Em uma publicação na rede social Truth Social nesta terça-feira (21), ao anunciar a prorrogação do cessar-fogo, Trump afirmou que aguardavam uma “proposta unificada” do governo iraniano, que se encontra “seriamente fragmentado”.
Isso reflete uma preocupação fundamental do governo: autoridades americanas suspeitavam de uma divisão significativa entre a equipe de negociação do Irã (liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi) e os líderes militares da Guarda Revolucionária Islâmica, o que levanta dúvidas sobre quem, em última instância, pode aprovar um acordo.
Agora, surge outro problema. Uma prorrogação sem data de término elimina a pressão sobre o Irã e poderia permitir que Teerã prolongasse as negociações, algo sobre o qual assessores alertaram Trump em conversas privadas, de acordo com fontes familiarizadas com as discussões.
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