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À CNN, Celina nega privatização do BRB e diz que banco teve crise “pontual”

Radar Olhar Aguçado(há 1 dia)
À CNN, Celina nega privatização do BRB e diz que banco teve crise “pontual”

Em entrevista à CNN, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), negou nesta segunda-feira (20) a intenção de privatizar o BRB (Banco de Brasília).

Segundo ela, privatizações devem ocorrer quando a empresa pública dá prejuízos constantes ao Estado e esse não é o caso do BRB.

Para a governadora, o banco foi vítima de uma “péssima gestão” e passa por uma crise pontual.

“Você tem que privatizar aquilo que realmente dá prejuízo ao Estado de forma contínua. O que aconteceu com o BRB foi um fato pontual. É um banco sólido, que tem mais de 60 anos aqui no DF. Um banco que não tem dado prejuízo ao longo dos anos, pelo contrário, só de imposto ele gera R$ 1,7 bilhão. O que aconteceu com o BRB foi a péssima gestão do Paulo Henrique, que está vindo à tona”, afirmou.

Questionada sobre como a gestão pretende salvar o banco de uma crise financeira causada pelo envolvimento com o Banco Master, Celina afirmou que estão sendo ventiladas diversas ações de mercado, mas que elas ainda serão mantidas em sigilo para que não haja envolvimento político.

“O que eu posso lhe afirmar é que o banco está cumprindo, fielmente, aquilo que foi encaminhado ao Banco Central. Toda semana nós temos reuniões. Essa situação será contornada pela nova gestão”, disse.

Conforme mostrou a CNN no início de abril, a governadora recorreu ao Ministério da Fazenda em busca de soluções para o equilíbrio financeiro do banco.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, Celina pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que azeite o caminho com o Palácio do Planalto para que a Caixa Econômica Federal entre na operação de capitalização do BRB.

Nesta segunda, porém, Celina afirmou ter a impressão de que a vontade do governo federal é que o BRB “quebre”. Segundo ela, apenas os bancos vinculados ao governo, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, não têm feito negócios com o banco regional.

“Todos os bancos privados têm sentado, têm negociado com o BRB. Os únicos bancos que não têm negociado com o BRB são a Caixa Econômica e o Banco do Brasil. A impressão que se passa por parte do governo federal é de que a vontade dele é que o banco do Distrito Federal quebre mesmo, independentemente de responsabilidade de quem quer que seja”, disse.

O Banco de Brasília precisa de uma capitalização de R$ 6,6 bilhões para melhorar seus indicadores de saúde financeira, como o Índice de Basilea, que indica a capacidade do banco para suportar riscos e proteger o dinheiro dos clientes.

Na última semana, o ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Segundo as apurações, Costa teria recebido seis imóveis pagos por Vorcaro como propina para viabilizar a aquisição pelo BRB de carteiras do Master consideradas fraudulentas.

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