O Ministério Público de São Paulo denunciou, na última quinta-feira (16), Demostenes Dias de Macedo, de 64 anos, por homicídio qualificado após ele atropelar e matar duas crianças enquanto dirigia embriagado em Diadema (SP).
O caso aconteceu no último dia 4 de abril quando os irmãos Sophya De Oliveira Santos, de 10 anos, e Izaias De Oliveira Santos, de 6 anos, e outras duas crianças brincavam na calçada de uma residência. Eles foram atingidos pelo veículo de Demostenes, que dirigia em alta velocidade e perdeu o controle do veículo. Os dois irmãos não resistiram e morreram no local.
Segundo o documento assinado pelo promotor Willian Ortis Guimarães, o motorista assumiu o risco de matar, já que havia ingerido bebida alcóolica e dirigia em uma velocidade não permitida na via.
Além disso, o atropelamento ocorreu de forma repentina, o que teria reduzido a possibilidade de reação por parte das vítimas, que foram surpreendidas enquanto brincavam. O promotor também pede a manutenção da prisão preventiva do acusado.
Se a denúncia for aceita pelo Poder Judiciário, Demostenes virará réu e responderá por dois homicídios consumados e por dois tentados qualificados pelo perigo comum, pelo recuso que impossibilitou a defesa da vítima e pelo fato de todas serem menores de 14 anos.
Relembre o caso
O acidente ocorreu quando um Hyundai Creta branco, conduzido por Demostenes Dias de Macedo, de 64 anos, subiu no espaço destinado a pedestres em frente a uma residência.
Segundo a Polícia Militar, o motorista dirigia em alta velocidade e perdeu o controle do veículo. No local, quatro crianças foram atingidas: os irmãos Sophya De Oliveira Santos, de 10 anos, e Izaias De Oliveira Santos, de 6 anos, não resistiram aos ferimentos e morreram.
Outras duas crianças ficaram feridas e foram encaminhadas a hospitais da região. Uma delas, de 8 anos, passou por cirurgia ortopédica no sábado (4) e apresenta quadro de saúde estável.
Após a colisão contra as crianças, o automóvel ainda bateu no portão de uma casa e em veículos estacionados. O condutor foi contido por moradores até a chegada da polícia.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o exame clínico constatou que o motorista estava embriagado. Em depoimento, o homem admitiu ter consumido cerveja no período da manhã, mas alegou que o acelerador do carro emperrou, impedindo a frenagem.
O caso foi registrado como homicídio e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. Ele segue preso.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa do motorista para um posicionamento. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de AR.

