O ex-jogador da Seleção Brasileira de Basquete Josuel, destacou em entrevista à CNN o legado de Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos, nestsa sexta-feira (17). Ele conviveu com Oscar durante sua carreira e esteve presente na despedida do ídolo da Seleção em sua quinta Olimpíada.
Josuel ressaltou a dedicação e o profissionalismo de Oscar como valores fundamentais que deixou para a juventude no basquete. “Esse legado é um exemplo de dedicação. Ele usava um termo de que só não foi o melhor do mundo porque não teve condições, mas ele trabalhou para ser o melhor do mundo”, afirmou o ex-jogador.
De acordo com Josuel, a obstinação de Oscar em sempre buscar o máximo é uma lição importante para os jovens atletas. “Fazer o melhor para alcançar o máximo possível, se vai chegar é uma consequência que vai acontecer naturalmente. Mas você não vai ficar com esse sentimento de que eu podia ter feito mais. Ele nunca teve esse sentimento”, destacou.
As famosas broncas de Oscar
Durante a entrevista, Josuel relembrou as broncas que recebia de Oscar nos tempos de seleção. “Ele cobrava intensidade, disposição, comprometimento. Às vezes, quando ia para o vestiário era o pior, porque não tinha espectador, aí ele soltava o verbo”, contou com um sorriso. Em alguns momentos, segundo Josuel, Oscar deixava claro: “Isso aqui é um monólogo, ninguém vai falar nada”, e todos precisavam apenas escutar.
Apesar da postura exigente, Josuel revelou um lado menos conhecido de Oscar fora das competições. “Embora nas quadras, na parte profissional, ele fosse bem exigente, eu tive o privilégio de conhecê-lo como amigo. Um crianção, criança, que queria dar risada, contar piada, estar junto”, revelou.
O ex-jogador mencionou que ele e sua família chegaram a passar férias com Oscar e sua família nos Estados Unidos. “Ele sempre valorizou a amizade, os amigos”, completou Josuel.
