O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano pode representar um passo importante para o avanço de um acordo de paz com o Irã.
Após o anúncio da trégua de duas semanas entre o Irã e os EUA, em 7 de abril, Israel manteve sua campanha de bombardeios contra grupos apoiados pelo Irã no Líbano, uma ação que Teerã argumentou ser uma violação do cessar-fogo e uma ameaça à frágil trégua com Washington.
Os Estados Unidos e Israel insistiram que o Líbano nunca fez parte do cessar-fogo com o Irã, alegando que houve um “mal-entendido”.
Mas, nos bastidores, autoridades do governo Trump vinham trabalhando para que Israel recuasse em sua ofensiva, preocupadas com a possibilidade de que ela pudesse prejudicar seus esforços de paz com o Irã.
O próprio presidente americano pressionou para que os dois lados conversassem, publicando na noite de quarta-feira (15): “Tentando criar um pouco de espaço entre Israel e o Líbano. Faz muito tempo que os dois líderes não conversam.”
Após anunciar o cessar-fogo, Trump disse ter convidado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, à Casa Branca para negociações de paz, o que marcaria a primeira vez em décadas que os líderes dos dois países conversariam diretamente.
