O médico cardiologista Daniel Kollet virou réu por crimes sexuais cometidos contra três pacientes adultas durante atendimentos realizados em seu consultório particular. A denuncia do Ministério Público foi aceita pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).
O TJRS divulgou a decisão nesta quinta-feira (16). O réu responderá por estupro de vulnerável, uma vez que o Ministério Público entende que as vítimas se encontravam em situação de vulnerabilidade circunstancial, decorrente da relação médico-paciente.
O processo aguarda a citação do réu, etapa a partir da qual poderá ser apresentada a resposta à acusação.
O médico tinha sido preso dentro do mesmo consultório, no dia 30 de março, por importunação sexual e posse sexual mediante fraude contra mais de 30 vítimas, em Taquara, no RS.
Kollet se aproveitaria da confiança de suas pacientes, da sua posição como médico e da situação de vulnerabilidade do momento para realizar os abusos.
Segundo o delegado Valeriano Garcia Neto, durante as consultas, o médico aproveitava o momento em que as vítimas estavam sem roupa e se aproximava delas. Ele abraçava, beijava e acariciava as mulheres, sem o consentimento das mesmas.
Durante o depoimento de três vítimas, com idades entre 30 e 42 anos de idade, a polícia observou que os relatos eram semelhantes e coesos entre si demonstrando o modus operandi do suspeito. Em um dos casos relatados, a vítima possuía apenas 16 anos na época do crime.
A investigação apurou também que o médico agia desta forma há, pelo menos, dois anos e ao final da consulta, após os atos cometidos contra as vítimas, ele sempre pedia para manter segredo.
O delegado ainda afirmou à CNN Brasil, que, durante a prisão, o médico teria admitido, informalmente, que abraçava as vítimas, com a “intenção de demonstrar carinho e de orientações espirituais”.

