Cubanos se reuniram nesta quinta-feira (16) em Havana para comemorar o 65º aniversário da declaração de Fidel Castro sobre a natureza socialista da Revolução Cubana.
O presidente do país, Miguel Díaz-Canel, alertou que a nação deve estar preparada para enfrentar “sérias ameaças, incluindo agressão militar” dos Estados Unidos.
A manifestação ocorreu no cruzamento histórico das ruas 23 e 12, no bairro de Vedado, onde Castro fez sua declaração histórica in 1961. A multidão agitava bandeiras cubanas e gritava: “Não serei uma colônia norte-americana”.
De toda forma, Díaz-Canel adotou um tom conciliatório em seu discurso, defendendo o diálogo e alertando sobre o custo humano de um conflito com os EUA, afirmando que “há muito que podemos fazer juntos”.
“Acreditamos no diálogo e no extraordinário poder da paz para sustentar a vida no planeta. A história da disputa entre Cuba e os Estados Unidos mostrou que é possível alcançá-la”, comentou.
“Devemos pensar em tudo o que afetaria a vida humana de nossos dois povos se eles fossem arrastados para um conflito insensato e ilógico, para o qual não há pretextos nem justificativas, quando há tanto que podemos fazer juntos”, adicionou.
Na segunda-feira (13), o presidente Donald Trump disse que os EUA podem “fazer uma visita” a Cuba após a conclusão das tensões com o Irã.
Quem é Díaz-Canel, presidente sucessor dos Castro que vê Cuba sob ameaça

