De olho na vaga nas semifinais do ATP 500 de Munique, João Fonseca (35º do mundo) enfrentará Ben Shelton (6º) nesta sexta-feira (17), não antes das 8h20 (de Brasília). O brasileiro vive um grande momento na gira de saibro, e busca vencer mais um top 10 para ganhar posições no ranking.
Esse será o confronto entre o jovem carioca e Shelton, que neste momento é o melhor estadunidense do circuito mundial de tênis.
João tenta repetir em Munique o feito do ATP 500 da Basileia, em que foi campeão. O título na Suíça segue sendo o maior da carreira até aqui.
Como chega João Fonseca
João Fonseca chega para as quartas de final com duas grandes vitórias no ATP 500 de Munique. Ele superou o chileno Alejandre Tabilo (45º) na primeira rodada e venceu Arthur Rinderknech (26º) nas oitavas de final.
Na gira de saibro na Europa, o jovem carioca chega com o retrospecto de uma grande campanha no Masters 1000 de Monte Carlo. Dessa forma, João deixou para trás a instabilidade do início do ano e chega embalado para o confronto.
Nas últimas três competições, Fonseca só foi superado apenas por alguns dos principais nomes do circuito. Em Indian Wells, perdeu para Jannik Sinner nas oitavas de final; em Miami, foi derrotado por Carlos Alcaraz na segunda rodada; e, em Monte Carlo, caiu diante de Alexander Zverev nas quartas de final.
Ben Shelton
Ben Shelton estreou no ATP 500 de Munique nas oitavas de final. No primeiro jogo, o estadunidense superou o alemão Alexander Blockx (72º), por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/6.
Canhoto, ele é o tenista top 1 dos Estados Unidos no circuito ATP.
Filho do ex-tenista e treinador Bryan Shelton, se destacou no circuito universitário estadunidense, em que foi campeão da NCAA por equipes em 2021 e no individual em 2022 pela Universidade da Flórida.
Profissional desde 2022, Shelton teve ascensão meteórica nas últimas temporadas. Em 2023, começou a ganhar projeção internacional ao alcançar as quartas de final do Australian Open, na estreia no torneio.
Ainda em 2023, conquistou seu primeiro título como profissional no ATP de Tóquio.
O auge dessa trajetória veio nos anos seguintes: em agosto de 2025, venceu seu primeiro Masters 1000 no ATP de Montreal, em que superou o russo Karen Khachanov na final.
Por conta disso, atingiu o melhor ranking da carreira nos meses seguintes, quando foi o número 5 do mundo em novembro de 2025.
Com um jogo agressivo, baseado em um saque potente e forte desempenho em quadras duras, Shelton tem como maior inspiração Roger Federer.
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