O FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciou nesta quinta-feira (16) a retomada de negociações com a Venezuela após sete anos de laços rompidos.
Em nota, a instituição diz que “guiada pelas opiniões dos membros do Fundo Monetário Internacional que representam a maioria do poder de voto total do FMI, e em consonância com a prática de longa data, a diretora-geral Kristalina Georgieva anunciou hoje que o FMI está agora negociando com o Governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez”.
“A Venezuela é membro do FMI desde dezembro de 1946. As negociações com a Venezuela foram suspensas em março de 2019 devido a problemas de reconhecimento governamental”, pontua.
Rodríguez assumiu o comando do país latino americano após os Estados Unidos invadirem o território venezuelano para capturar Nicolás Maduro, que está detido nos EUA desde o começo de janeiro. Maduro é acusado pelos EUA de narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes relacionados a armas, acusações que ele nega.
Ex-vice de Maduro e agora presidente interina, Rodríguez criticou a operação, mas, ao mesmo tempo, declarou-se disposta a manter uma relação de cooperação e respeito com os EUA.
Desde então o país tem flexibilizado sua abertura ao setor privado, sobretudo exploradores de commodities como petróleo e minerais.
Quanto ao sistema financeiro venezuelano, na terça-feira (14), o governo dos Estados Unidos suspendeu parcialmente as sanções que mantinha desde 2017 contra bancos do país, medida que contribui para a melhora das relações entre os dois países.
O documento afirma que, a partir de agora, empresas norte-americanas poderão realizar transações financeiras com quatro bancos estatais venezuelanos, bem como com indivíduos que não estejam sujeitos a sanções adicionais.
Os bancos estatais envolvidos são o Banco Central da Venezuela, o Banco da Venezuela, o Banco Digital dos Trabalhadores e o Banco do Tesouro.
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