O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro nomes ligados ao Corinthians por fatos ocorridos entre 2018 e 2023, período que abrange as gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves.
A investigação envolve suspeitas de desvio de recursos e falhas no controle interno do clube. As informações foram divulgadas pelo “ge” e confirmadas pelo CNN Esportes.
Segundo a Promotoria, os valores eram repassados em espécie e não tiveram comprovação adequada de uso.
O órgão pede ressarcimento milionário, além de medidas como bloqueio de bens e quebra de sigilos bancário e fiscal dos denunciados.
Veja quem são os denunciados:
João Odair de Souza, o “Caveira”
- Ex-chefe de segurança do Corinthians entre 2018 e 2023;
- Acusado de apropriação indébita após receber mais de R$ 3,4 milhões em espécie sem comprovar o destino de parte dos valores;
- O MP pede devolução integral corrigida, estimada em cerca de R$ 7,3 milhões.
Matías Romano Ávila
- Ex-diretor financeiro na gestão Andrés Sanchez;
- Denunciado por apropriação indébita e omissão relevante;
- Segundo o MP, tinha dever de fiscalização e não impediu o suposto desvio;
- Pedido de ressarcimento: cerca de R$ 2,6 milhões (75% do dano material, com correção).
Wesley Melo
- Ex-diretor financeiro na gestão Duilio Monteiro Alves;
- Denunciado por apropriação indébita e omissão relevante;
- O MP aponta falha no controle dos repasses ao ex-funcionário;
- Pedido de ressarcimento: cerca de R$ 2,6 milhões (75% do dano material, com correção).
Roberto Gavioli
- Ex-gerente financeiro do clube no período investigado;
- Denunciado por apropriação indébita e omissão relevante;
- Apontado como responsável por não impedir a movimentação irregular;
- Pedido de ressarcimento: cerca de R$ 2,6 milhões (75% do dano material, com correção).
Entenda o caso
De acordo com a denúncia, valores em dinheiro eram repassados regularmente a Caveira como adiantamentos para despesas ligadas à presidência, especialmente com serviços de segurança em eventos e situações emergenciais.
Parte dos recursos foi transferida para contas pessoais e empresariais do ex-funcionário, o que, segundo o MP, indica possível desvio de finalidade. A Promotoria sustenta que não houve comprovação adequada dos gastos.
Os ex-dirigentes da área financeira foram incluídos na denúncia por, segundo o órgão, não adotarem medidas para impedir as irregularidades, mesmo tendo obrigação de controle e fiscalização.
O Ministério Público também solicita o bloqueio de bens dos envolvidos e a quebra de sigilos para rastrear o destino dos valores e verificar a possível participação de terceiros.
Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves não foram denunciados nesta fase, mas seguem sob investigação.
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