O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG), entregou nesta quarta-feira (15) ao STF (Supremo Tribunal Federal) o relatório final da comissão. O material foi repassado aos ministros Luiz Fux e André Mendonça.
Segundo Viana, o material será anexado a inquéritos já em andamento e analisado por autoridades, incluindo a Polícia Federal.
“O relatório será verificado pelos agentes federais, e as provas e dados serão incorporados aos inquéritos. Se novas evidências surgirem, outras pessoas também poderão ser indiciadas”, afirmou o senador.
De acordo com Viana, Mendonça indicou que as informações apresentadas darão continuidade às investigações. O ministro é relator dos inquéritos que apuram descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, além do caso envolvendo o Banco Master.
O parlamentar disse ainda ter recebido sinalizações de que o trabalho da Polícia Federal deve avançar, com a possibilidade de novas oitivas e prisões no futuro.
“Nós entregamos aqui ao Supremo Tribunal Federal tudo aquilo que, em sete meses, nós conseguimos mostrar ao Brasil desse roubo absurdo da Previdência”, disse.
Em março, a CPMI rejeitou o parecer elaborado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). O texto, detalhado em cerca de 4,3 mil páginas, propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas no âmbito das investigações do esquema de descontos indevidos a aposentadorias e pensões de segurados do INSS.

