O PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027 apresentado pelo governo nesta quarta-feira (15) indica cerca de R$ 51 bilhões em emendas parlamentares, valor que consome uma parte expressiva do espaço livre do Orçamento.
Esses recursos saem das despesas discricionárias — usadas para investimentos e manutenção da máquina pública — que vêm encolhendo nos últimos anos com o avanço dos gastos obrigatórios.
Apesar de estarem nessa categoria, as emendas são impositivas, ou seja, precisam ser executadas.
Na prática, isso reduz o espaço para outras despesas e limita a capacidade do governo de fazer ajustes para cumprir a meta fiscal, que prevê superávit a partir de 2027.
O texto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que tem influência direta sobre a destinação desses recursos e pode alterar os valores ao longo da tramitação.
