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Exportações do agro batem recorde no primeiro trimestre de 2026

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 5 horas)
Exportações do agro batem recorde no primeiro trimestre de 2026

No primeiro semestre de 2026, as exportações do agronegócio brasileiro foram recorde e totalizaram US$ 38 bilhões, segundo levantamento do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) divulgado nesta quarta-feira (15). Este valor representa um aumento de 0,9% frente ao mesmo recorte de 2025.

As importações no período foram de US$ 5 bilhões, uma queda de 3,3% em relação a 2025, fechando superávit de US$ 33 bilhões para o setor nos primeiros três meses do ano.

Na avaliação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, esses números históricos refletem a força do agro brasileiro.

“Esse resultado mostra a força de um setor que segue sendo construído com trabalho e investimento ao longo de muitos anos. O agro brasileiro ocupa hoje uma posição de destaque no comércio internacional porque há produção, há ciência, há sanidade e há capacidade de responder às demandas dos mercados”, afirmou.

No período, apesar do aumento de 3,8% no volume das exportações, houve uma queda de 2,8% no preço médio dos produtos. De acordo com o ministério, essa diminuição dos preços acompanha o momento de queda nas cotações de algumas commodities, como açúcar, algodão e farelo de soja.

Principais destinos 

As exportações para a China, que segue como o principal comprador do agro brasileiro, representaram 29,8% do valor total no período, cerca de US$ 11,3 bilhões. Este valor representa uma alta de 4,7% (US$ 510 milhões) em relação ao mesmo período de 2025. 

União Europeia, com 14,9% das participações (US$ 5,67 bilhões), e Estados Unidos, 5,9% do total exportado (US$ 2,4 bilhões), fecham o pódio. 

Outros destinos de destaque no período foram:

  • Turquia (US$ 1,06 bilhão, aumento de US$ 105 milhões);
  • Índia (US$ 908 milhões, aumento de US$ 291 milhões);
  • Japão (US$ 832 milhões, aumento de US$ 114 milhões);
  • México (US$ 709 milhões, aumento de US$ 126 milhões);

Soja no topo 

Neste período, a soja foi o produto mais exportado, representando 31,8% do valor total (cerca de US$ 12,1 bilhões, um salto de 11,5% frente a 2025). Seguida por proteínas animais, que totalizaram 21,3% das exportações (US$ 8,12 bilhões, 21,8% a mais  em relação ao mesmo período de 2025).

Outros mercados com exportações relevantes no período foram:

  • Produtos florestais (US$ 3,94 bilhões, 10,3% do total);
  • Café (US$ 3,32 bilhões, 8,7% do total); 
  • Complexo sucroalcooleiro (US$ 2,33 bilhões, 6,1% do total); 
  • Cereais, farinhas e preparações (US$ 2,08 bilhões, 5,5% do total);

Recordes 

No primeiro trimestre do ano, as exportações de carne bovina in natura apresentaram o melhor resultado em valor (US$ 3,98 bilhões, 37,7% a mais do que 2025) e volume (702 mil toneladas, um aumento de 19,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025).

A carne suína in natura também apresentou resultado recorde, totalizando US$ 846  milhões (19,7% frente ao mesmo período de 2025) e 336 mil toneladas (salto de 15,3% na mesma comparação). 

Na avaliação do ministério, esse crescimento é resultado da abertura de novos mercados. Desde 2023, o Mapa firmou 31 acordos de novos mercados para esses dois setores. 

Assim como as proteínas, outros produtos que também tiveram exportação recorde no período foram:

  • Soja em grãos (23,47 milhões de toneladas,  aumento de 5,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025);
  • Farelo de soja (5,43 milhões de toneladas, aumento de 5,1%);
  • Algodão (935 mil toneladas, salto de 0,6%);

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