A Coreia do Norte condenou o último relatório diplomático anual do Japão que descreveu o país com armas nucleares como uma ameaça, chamando-o de “uma grave provocação”.
Uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte disse em um comunicado publicado pela mídia estatal KCNA nesta terça-feira (14), horário de Brasília, que a descrição do Livro Azul Diplomático 2026 do Japão sobre as capacidades nucleares da Coreia do Norte equivalia a “uma grave provocação que invade os direitos soberanos” do país.
O apelo de Tóquio para o desmantelamento completo, verificável e irreversível é uma “afirmação anacrônica e evasiva”, disse a autoridade, acrescentando que o programa de armas nucleares do país é para autodefesa.
A Coreia do Norte já havia criticado o que chamou de ambição do Japão de possuir armas nucleares, bem como a cooperação de Tóquio no desenvolvimento de mísseis com os Estados Unidos.
Este mês, a Coreia do Norte anunciou que testou vários mísseis, incluindo mísseis com bombas de fragmentação capazes de danificar a infraestrutura.
Guerra do Irã como justificativa
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que a guerra dos Estados Unidos com o Irã prova que seu país tomou a decisão correta ao manter armas nucleares.
Em um discurso à Assembleia Popular Suprema da Coreia do Norte realizado em março, Kim acusou Washington de “atos de terrorismo e agressão patrocinados pelo Estado”.
“A situação atual prova claramente” que a Coreia do Norte estava justificada em rejeitar o que ele descreveu como pressão e “conversas amistosas” dos EUA para que abandonasse seu arsenal nuclear, afirmou Kim.
Ele acrescentou que o status nuclear da Coreia do Norte agora é “irreversível”.
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