O governo do Líbano deixou claro durante as conversas intermediadas pelos Estados Unidos com Israel nesta terça-feira (14) que não quer mais ser “ocupado” pelo Hezbollah.
As conversas também mencionaram uma visão de longo prazo para uma fronteira claramente delineada, disse o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, a repórteres na terça-feira (14).
Após as discussões, Israel e Líbano concordaram em realizar negociações diretas “em data e local mutuamente acordados”, segundo um comunicado do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Durante as discussões, “os Estados Unidos expressaram sua esperança de que as conversas possam ir além do escopo do acordo de 2024 e resultar em um acordo de paz abrangente”, afirmou o comunicado.
“Os Estados Unidos reafirmaram que qualquer acordo para cessar as hostilidades deve ser alcançado entre os dois governos, com a intermediação dos Estados Unidos, e não por meio de qualquer via paralela”, acrescentou.
O texto também destaca que as conversas entre os dois países têm o potencial de desbloquear uma “assistência significativa” para a reconstrução e a recuperação econômica do Líbano, além de expandir as oportunidades de investimento para ambas as nações.
“Israel expressou seu compromisso em se engajar em negociações diretas para resolver todas as questões pendentes e alcançar uma paz duradoura que fortaleça a segurança, a estabilidade e a prosperidade na região”, concluiu o comunicado.

