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Justiça do RS cancela júri popular de mulher acusada de abortar em banheira

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Justiça do RS cancela júri popular de mulher acusada de abortar em banheira

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decidiu, por maioria, cancelar o júri popular de uma mulher acusada de aborto provocado em Porto Alegre. A decisão veio após ausência de provas concretas de autoria e técnicas que comprovassem a expulsão fetal.

Na decisão, o magistrado destacou que o conjunto de provas era insuficiente para comprovar que o aborto decorreu de ações voluntárias intencionais da acusada.

Segundo os autos, não houve exame pericial que demonstrasse a realização de “manobras abortivas”.

Falta de conhecimento da própria gestação

Entre outros elementos destacados na decisão judicial estão o fato de que não havia sequer a comprovação de que a mulher tinha conhecimento da gravidez.

Outros fatores, como a falta de testemunhas presenciais e o próprio descarte do feto foram, na visão da Justiça, rechaçados por não servirem como prova de que o aborto foi provocado.

Perspectiva de gênero e vulnerabilidade

A estrutura da decisão também aplicou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero.

O tribunal considerou que a mulher enfrentava um quadro de extrema vulnerabilidade física e emocional ao entrar em trabalho de parto, enquanto tomava banho sozinha.

A tese fixada pelo julgamento estabelece que a pronúncia por crime de aborto exige provas técnicas claras, o que não ocorreu neste caso.

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