O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu derrota nas eleições parlamentares da Hungria neste domingo (12). Discursando a apoiadores, Orbán afirmou que o resultado é claro e que já parabenizou o partido vencedor.
Com 45,7% dos votos contados, o Conselho Nacional Eleitoral projetou que o partido Tisza, de centro-direita, deve conquistar 135 dos 199 assentos do parlamento, alcançando a maioria de dois terços necessária para alterar a constituição.
O premiê disse que o resultado é doloroso, mas que vai continuar servindo o país enquanto oposição.
O líder do partido Tisza, Peter Magyar, foi às redes sociais para agradecer os eleitores pelo apoio após os resultados parciais. Ele também afirmou que o primeiro-ministro telefonou para parabenizá-lo pela vitória.
“Obrigada, Hungria”, disse Magyar em uma postagem no Facebook.
A derrota do partido governista colocará fim aos 16 anos de governo de Viktor Orbán. Ao longo dos anos, o premiê adotou uma posição de linha dura contra a imigração e restringiu a mídia independente e direitos democráticos.
Orbán recebeu o apoio de líderes conservadores como Donald Trump, Giorgia Meloni e Marine Le Pen. O premiê também se tornou um interlocutor do presidente russo, Vladimir Putin, e bloqueou um empréstimo da União Europeia para a Ucrânia.
O líder do partido vencedor, Peter Magyar, se comprometeu a reconstruir a inclinação da Hungria ao Ocidente e a acabar com a dependência da energia russa até 2035, ao mesmo tempo que se esforça por “relações pragmáticas” com Moscou. Ele também prometeu desbloquear os fundos congelados da União Europeia, o que ajudaria a impulsionar a economia estagnada da Hungria.

