Pelo menos 30 pessoas morreram no sábado (11) em um tumulto na zona rural do norte do Haiti, disseram as autoridades, alertando que o número de mortos pode aumentar.
Jean Henri Petit, chefe da Defesa Civil do Departamento Norte do Haiti, disse que o tumulto ocorreu na Cidadela de Laferrière, uma fortaleza do início do século XIX construída logo após a independência do Haiti da França.
Uma das atrações turísticas mais populares do Haiti, a fortaleza estava lotada de estudantes e visitantes no sábado, que haviam ido participar da celebração anual do Patrimônio Mundial da Unesco, acrescentou Petit.
O primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé disse em um comunicado que “estende suas sinceras condolências às famílias enlutadas e assegura-lhes sua profunda solidariedade neste momento de luto e grande sofrimento”.
Ele acrescentou que “muitos jovens” estavam presentes nas comemorações da Cidadela, embora não se saiba quem morreu e a declaração do primeiro-ministro não tenha fornecido uma estimativa do número de mortos.
Petit disse que o tumulto ocorreu na entrada do local, acrescentando que a chuva agravou ainda mais a tragédia.
O tumulto mortal ocorre em um momento em que o Haiti enfrenta uma onda de violência perpetrada por gangues que massacraram civis, além de uma repressão cada vez mais violenta por parte das forças de segurança.
O país também foi palco de diversos desastres nos últimos anos, incluindo uma explosão de um tanque de combustível em 2024 que matou duas dezenas de pessoas, outra explosão de um tanque de combustível em 2021 que matou 90 pessoas e um terremoto que deixou cerca de 2 mil mortos naquele mesmo ano.

