Os húngaros votam neste domingo (12) em uma eleição parlamentar histórica que está sendo acompanhada de perto na União Europeia, nos Estados Unidos, na Rússia e em outros países.
As pesquisas de opinião sugerem que o primeiro-ministro Viktor Orban e o seu partido nacionalista Fidesz perderão o poder após 16 anos para o partido Tisza, de centro-direita e pró-União Europeia, liderado pelo aliado de Orban, Peter Magyar.
Veja tudo o que você precisa saber sobre o sistema político da Hungria:
Como funciona a votação?
Os eleitores húngaros elegerão 199 membros do parlamento – 106 deles em distritos eleitorais com apenas um representante, onde o candidato com mais votos vence. O outros 93 serão eleitos a partir de listas de partidos nacionais e de minorias étnicas.
Os húngaros étnicos que vivem no exterior tem o direito à cidadania e podem votar nas listas dos partidos, por carta. De acordo com dados do Gabinete Eleitoral Nacional, cerca 500.000 desses cidadãos foram registrados para as eleições de 2026. A grande maioria deles tradicionalmente apoia o partido governista Fidesz, de Orban.
Aqueles com endereço registrado na Hungria devem votar presencialmente – em um local de votação na Hungria ou, se estiverem no exterior, em uma das representações oficiais do país.
Os partidos precisam de pelo menos 5% dos votos para conseguir chegar ao parlamento.
Os locais de votação de voto abrem neste domingo às 6h00, no horário local, (1h da manhã, no horário de Brasília) e encerram às 19h00 (14h BSB). Os primeiros resultados devem ser divulgados no fim da tarde, aqui no Brasil.
O que acontece depois da eleição?
O presidente Tamas Sulyok convocará o novo parlamento 30 dias após as eleições, provavelmente em maio. Em 2022, as eleições ocorreram em 3 de abril e o novo parlamento reuniu-se em 2 de maio.
O primeiro-ministro é eleito pelo parlamento, por maioria simples de votos. O presidente da Hungria apresenta uma indicação para primeiro-ministro – normalmente o candidato do partido vencedor – e o parlamento vota então a nomeação.
Se o parlamento não conseguir eleger a pessoa indicada, o presidente apresenta uma nova indicação no prazo de 15 dias.
Se o parlamento não conseguir eleger novamente um novo primeiro-ministro, o presidente pode dissolver o parlamento e convocar novas eleições.

