A Corregedoria da Polícia Militar investiga a PM Yasmin Cursino Ferreira pela falta do uso da câmera corporal durante ação policial que resultou na morte de Thawanna da Silva Salmázio, na última sexta-feira (3).
Segundo a PM, todas as imagens registradas pelas câmeras corporais durante a ocorrência, inclusive a do parceiro da policial envolvida, já foram identificadas e anexadas aos inquéritos.
Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que os dois policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais.
Todas as provas, incluindo, além das imagens, os laudos periciais e depoimentos, estão sendo analisadas com rigor.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), com acompanhamento das corregedorias das instituições envolvidas.
O Corpo de Bombeiros também apura o tempo de resposta no socorro da vítima.
Relembre o caso
Na madrugada dessa sexta-feira (3), foi registrada a morte de Thawanna Da Silva Salmázio, baleada por policiais na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, após uma discussão com agentes sobre a alta velocidade da viatura que utilizavam. Segundo o marido da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, ela não foi socorrida de imediato.
Por volta das 20h de quinta-feira (2), Thawanna e Luciano estavam andando na rua de seu bairro, quando uma viatura passou por ambos. Na ocasião, a mulher deu início à um debate devido, de acordo com Luciano, a velocidade em que o veículo passou e o perigo da ação.
Contudo, a policial militar Yasmin Cursino Ferreira afirmou em depoimento que o disparo ocorreu pois a vítima e o marido aparentavam estar alterados e discutiam no meio da rua quando a viatura passava e, ao observar ambos, decidiram voltar e verificar o que acontecia.
Luciano foi contido por outros policiais da equipe, enquanto Yasmin conversava com Thawanna que, em meio a discussão, desferiu um tapa na cara da militar. Diante do cenário, Yasmin relatou que foi necessário “o emprego de força para cessar a agressão e garantir a segurança da equipe e dos envolvidos.”
Após o caso, policiais militares e moradores da Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, entraram em confronto. Conforme a PM, moradores pararam um ônibus na rua Luis Carlos Libay e tentaram incendiar o veículo durante um protesto pela morte da mulher.
No dia 5 de abril, a policial militar foi afastada do cargo e teve a arma apreendida pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
*Sob supervisão de AR.

