O pré-candidato à presidência da república, Flávio Bolsonaro (PL), defendeu a redução da carga tributária do país e a reforma no Judiciário durante um evento em Porto Alegre, na noite desta sexta-feira (10). Para o senador, as pautas devem ser “prioridades” do próximo presidente.
Flávio disse que “qualquer governo que se iniciar a partir de 2027 vai ter que fazer uma reforma do Judiciário” e citou o tempo de mandado dos ministros como um ponto a ser abordado. “Não faltam propostas no Legislativo.”
Ele continuou: “Ministro do Supremo que tem atuação político partidária cometeu crime. Ministro do Supremo que deveria ter se declarado suspeito em alguma situação e não fez tá cometendo crime”.
A preocupação com o Judiciário, segundo o senador, também é uma prioridade para os eleitores.
“Os eleitores, grande parte deles, como mostram as pesquisas, vão levar em consideração na hora de escolher o seu senador o que ele pensa sobre segurança, e também se ele é a favor ou contra o impeachment de ministro do Supremo”, disse Flávio.
Questionado sobre a possibilidade de a Suprema Corte interferir nas eleições de outubro, Flávio insistiu no argumento de que alguns ministros tentam “bagunçar a democracia”, citando a atuação do ministro Alexandre de Moraes.
“O STF – eu acho que é ruim falar de uma forma genérica… Alguns poucos ministros ali, em especial um deles, ainda insiste em querer bagunçar a nossa democracia”, disse. “Ao dar legitimidade para o Alexandre de Moraes fazer o que fez contra o presidente Bolsonaro, contra centenas de outras pessoas, a título de defender a democracia, quando ele tava arregaçando a democracia, destruindo os pilares da democracia”.
O ministro Alexandre de Moraes foi relator do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado.
Flávio também defende a reforma tributária
Outro ponto abordado por Flávio durante o evento é a carga tributária do Brasil, que ele classificou como “absurda” e “que ninguém consegue pagar”. “A reforma tributária precisa ser atualizada urgentemente. É um olhar como se quem tivesse dinheiro e gerasse emprego nesse país fosse criminoso”, completou.
Dentre as medidas ventiladas, o senador defendeu de forma ampla um corte de impostos. “O primeiro que eu cortaria seria esse imposto novo de quase 10% sobre a exportação de petróleo brasileiro.”

