Na Bolsa de Nova York, o preço do contrato futuro do cacau com vencimento em maio avançou 2,15% a US$ 3.246 por tonelada. O movimento desta sexta-feira (10) reflete a fraqueza do dólar, o que levou ao fechamento de posições vendidas nos contratos futuros.
Segundo o site especializado Mercado do Cacau, a intervenção do governo da Costa do Marfim para conter a crise de estoques no setor cacaueiro avança para sua fase final, após o regulador local e representantes dos produtores firmarem um novo acordo para recomprar parte dos volumes ainda retidos no interior do país.
O fechamento do Estreito de Ormuz é um fator positivo para os preços do cacau, pois reduz a oferta de fertilizantes e aumenta as taxas de frete marítimo, custos de seguro e os preços dos combustíveis, elevando, assim, os custos para os importadores de cacau.
Por outro lado, no mês passado, Gana reduziu em quase 30% o preço oficial pago aos seus produtores de cacau para a safra de 2025/26, e a Costa do Marfim também anunciou um corte de 57% no pagamento aos produtores, que entraria em vigor na colheita intermediária iniciada neste mês. A Costa do Marfim e Gana produzem mais da metade do cacau mundial.
Café
O café arábica para maio subiu 1,38%, cotado a US$ 3,001 por libra-peso no encerramento da última sessão da semana. Os preços do café apresentam variações, com o arábica atingindo a maior cotação em uma semana e o robusta caindo para a mínima em oito meses.
Segundo o site especializado Barchart, a valorização do real brasileiro impulsionou os preços do café arábica, já que hoje o real atingiu a maior cotação em relação ao dólar em dois anos. O real mais forte desestimula as exportações dos cafeicultores brasileiros.
Açúcar
O contrato do açúcar com vencimento em maio recuou 0,79%, cotado a US$ 13,75 por libra-peso. A queda da commodity dura uma semana, com o açúcar em Nova York atingindo a mínima em cinco semanas.
O mercado reage à oferta global abundante de açúcar, fator que pressiona os preços para baixo. Na terça-feira, o Secretário de Alimentos da Índia afirmou que o governo não tem planos de proibir as exportações de açúcar este ano, o que aliviou as preocupações de que o país pudesse desviar mais açúcar para a produção de etanol, em decorrência da interrupção no fornecimento de petróleo bruto causada pela guerra com o Irã.
Algodão
O contrato futuro do algodão com vencimento em maio encerrou a última sessão da semana com um leve recuo de 0,05% cotado a US$ 73,22 por libra-peso.
O relatório de vendas para exportação do USDA indica que os compromissos de exportação de algodão atingiram 10,25 milhões de barris, uma queda de 2% em relação ao ano passado. Isso representa 91% das previsões de exportação do USDA e fica abaixo da média de 99%.
Os embarques, por sua vez, estão acima do registrado no mesmo período do ano passado, em 6,4 milhões de barris, o que corresponde a 57% da estimativa do USDA e está abaixo da média de embarques de 59%.
A atualização mensal do balanço patrimonial do USDA para o algodão mostrou que o estoque dos EUA permaneceu inalterado em 4,4 milhões de fardos, enquanto o preço médio à vista subiu um centavo, para 61 centavos. O balanço mundial registrou um aumento de 0,65 milhão de fardos, totalizando 77,04 milhões de fardos.

