A corretora de criptomoedas Binance sofreu um ataque cibernético que resultou na perda de US$ 6,3 bilhões (ou R$ 34 bilhões, em conversão direta) em ativos financeiros na última quinta-feira (29). Especialistas atribuem a ação à Coreia do Norte e afirmam que este é o maior roubo da história do setor.
De acordo com a agência Reuters, toda a ação levou apenas 20 minutos. A investigação inicial apontou para uma vulnerabilidade no computador de um dos engenheiros que liberou acesso sem autorização para retirar o dinheiro, mas depois indicou que outros pontos de acesso foram comprometidos.
A Binance já atua em conjunto com autoridades nacionais e internacionais para investigar o caso e recuperar o prejuízo. Cerca de US$ 3 bilhões do valor perdido foram congelados, enquanto a empresa tenta retomar o montante restante.
Em comunicado oficial, a empresa afirma que usará os próprios fundos para cobrir as perdas.
O que acontece com quem tem ativos na Binance?
A empresa suspendeu os saques temporariamente por 48 horas como uma medida preventiva e garante que os ativos estão protegidos. Outros serviços da plataforma operam normalmente.
Em nota ao público brasileiro, a Binance diz que “os fundos de seus clientes permanecem seguros” e que segue requisitos de segregação do Banco Central do Brasil, nos quais criptomoedas são mantidas em cold wallets (carteiras frias, sem conexão com a internet) para ter uma camada de segurança extra.
Entenda como funciona o processo para criar uma criptomoeda.
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