O Spotify anunciou a remoção de mais de 75 milhões de faixas de sua plataforma por violações graves ou repetidas das regras contra spam. Além disso, o serviço retirou mais de 50 milhões de músicas com spam e conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial (IA), conhecidos como “AI slop” ou “lixo de IA”, de suas recomendações ao longo do último ano.
A decisão veio após uma análise das músicas que os ouvintes costumavam pular, ignorar ou marcar como indesejadas. O levantamento identificou um padrão ligado a conteúdos artificiais ou fraudulentos. Nos últimos seis meses, o Spotify atualizou seu sistema de recomendações para priorizar músicas de artistas reais. Segundo a empresa, as mudanças reduziram as reclamações sobre esses conteúdos nas rádios e playlists personalizadas.
Para identificar músicas artificiais, a plataforma analisa o comportamento dos ouvintes, os padrões de envio, os dados das faixas e ferramentas de detecção de IA de outras empresas. O sistema busca combater o envio de músicas em massa, a publicação de faixas duplicadas, a manipulação dos resultados de busca, as redes de playlists criadas para espalhar spam e as músicas muito curtas, feitas para burlar as métricas da plataforma.
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Spotify lançou várias iniciativas para priorizar artistas humanos na plataforma
Nos últimos anos, o Spotify lançou diversas iniciativas para remover produções feitas por IA e priorizar artistas humanos, como:
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Créditos de IA: os artistas podem indicar quais instrumentos ou papéis na produção foram feitos com IA. Essas informações aparecem na seção “Créditos da música” no Spotify;
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Selo “Verified by Spotify”: selo que garante que há uma pessoa real por trás do perfil. A ferramenta já abrange mais de 300 mil artistas e mais de 70% deles são independentes;
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Selos de Persona de IA: rótulo que indica quando um artista foi gerado por inteligência artificial. Esses perfis ficam fora das recomendações do Spotify, a menos que o usuário opte por segui-los;
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Proteção do Perfil do Artista: os artistas podem revisar e aprovar novos lançamentos atribuídos ao seu nome antes que sejam publicados no Spotify. A ferramenta esteve em beta e deve ser lançada para mais pessoas até o final deste ano;
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Elegibilidade para monetização de faixas: regra que exige 1.000 reproduções mínimas para gerar royalties. Segundo a plataforma, as faixas geradas com IA têm dez vezes mais chances de ficarem abaixo desse limite.
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